domingo, 26 de abril de 2009

&?

Você sabe o que é um ampersand?

Ampersand é uma palavra inglesa que designa o sinal gráfico &, que é uma abreviatura do latim et (= e). Este sinal é muito usado em razões sociais (Irmãos Melotto & Cia.; Lins & Rigoni Ltda.; Almeida & Associados).

Há quem defenda a ideia de usarmos um nome português para esse sinal e abandonarmos a forma inglesa. Millôr Fernandes, por exemplo, propôs a denominação portuguesa sinal tironiano, por ter sido inventado por Tirônio, secretário de Cícero. Mas por enquanto, os dicionários registram apenas o nome ampersand mesmo.

Ita est!

Prof. Zanon

quinta-feira, 2 de abril de 2009

EXISTENCIALISMO – O DRAMA DA FINITUDE DO HOMEM


Na literatura mundial, encontramos exemplos de personagens que chegam à sua crise existencial e a angústia sentida os faz transcender, elevando-os a Deus; quando que em outros, a mesma angústia os leva ao abandono e a solidão, em um mundo onde o homem assume a inteira responsabilidade de projetar e criar a sua própria essência, sem valores à priori que lhe alisem e fundamentem a decisão.
Para falar sobre crise existencialista faz-se mister abordar dois autores fundamentais. Embora as raízes da filosofia existencialista remontem a Sócrates, foi no século XIX que essa corrente filosófica experimentou uma renovação pelas mãos do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard; e, no século XX, o filósofo francês Jean-Paul Sartre vestiu o existencialismo com uma roupagem fulgurante e o tornou fascinante para o grande público, pois além de teorizar o existencialismo em trabalhos filosóficos de grande peso argumentativo, Sartre também desenvolveu suas teses em romances (A Náusea, 1937; Os Caminhos da Liberdade [ca. 1940]), em dramas (Portas Fechadas, 1944; As Mãos Sujas, 1948; O Diabo e o Bom Deus, 1951), em novelas (O Muro, 1939) e em diversos ensaios.
De início, apresento as principais diferenças entre o existencialismo de Jean-Paul Sartre e o de Sören Kierkegaard.

Continue lendo esse artigo escrito pelo professor Sandro Zanon no endereço:

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/Ingles/zanon.pdf

ou também em:

http://www.utp.br/eletras/ea/eletras12/artigos.asp

"Jornaleiros" entre os israelitas?

No livro bíblico de Deuteronômio, capítulo 24 e versículos 14 e 15 lemos:

"Não oprimirás o jornaleiro pobre e necessitado, seja ele teu irmão ou estrangeiro que está na tua terra e na tua cidade. No seu dia, lhe darás o seu salário, antes do pôr-do-sol, porquanto é pobre, e disso depende a sua vida; para que não clame contra ti ao SENHOR, e haja em ti pecado".

(BÍBLIA SAGRADA, tradução João Ferreira de Almeida, edição revista e atualizada - RA)

Ao ler esse versículo, o leitor distraído poderia perguntar-se: "Opa, havia jornaleiros entre os israelitas"? Essa dúvida surge porque a palavra jornaleiro hoje geralmente nos lembra "quem trabalha vendendo ou entregando jornais". Mas além dessa definição, o dicionário Aulete continua:

jornaleiro2 (jor.na.lei.ro)

1. Diz-se de trabalhador que é pago por jornada .

2. Que se faz ou que acontece todos os dias; que é cotidiano (tarefa jornaleira).

sm.

3. Trabalhador que é pago por jornal2 (jornaleiros da fábrica); DIARISTA: "aí eu entendi a gana dele: que nós, Zé Bebelo, eu, Diadorim, e todos os companheiros, que a gente pudesse dar os braços, para capinar e roçar, e colher, feito jornaleiros dele" (Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas))

iDicionário Aulete

Portanto, nos versículos bíblicos citados acima a palavra "jornaleiro" está sendo usado com o sentido de "trabalhador diarista, que recebe pagamento diário por seus serviços".

A palavra "jornal" vem do latim, da mesma raiz de "jornada" ("trajeto que se percorre num dia"). Não é por acaso que em italiano "dia" é giorno, e em francês é jour.

E como uma coisa puxa outra, você sabe o que é "hemeroteca"?

"Hemeroteca" é uma palavra que vem do grego e resulta de "hemero-" + "-teca". O elemento "hemero-" significa "que dura um dia"; "-teca" significa "caixa", "estojo", "local em que se guarda". "Hemeroteca", portanto, é a "seção das bibliotecas onde se arquivam jornais, revistas e outros periódicos".

Parece desnecessário explicar a relação entre "hemero" e os jornais, que, como sabemos, não duram mais que um dia.

Ita est!
Prof. Zanon


Referências:
BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. Tradução João Ferreira de Almeida, edição Revista e Atualizada (RA), conforme revisão de 1993
CIPRO NETO, Pasquale. Nossa língua curiosa. São Paulo: Publifolha, 2003
iDicionário Aulete da língua portuguesa. Disponível em: http://www.aulete.portaldapalavra.com.br/site.php?mdl=aulete_digital

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O milagre humano!

DENTRE todas as coisas maravilhosas da Terra, nenhuma é mais estupenda do que o cérebro humano. Nos anos recentes, os cientistas fizeram avanços extraordinários nos estudos sobre o cérebro. Mesmo assim, o que aprenderam nada é quando comparado com o que continua desconhecido. Depois de milhares de anos de especulação e de recentes décadas de intensivas pesquisas científicas, o nosso cérebro, junto com o universo, continua sendo “essencialmente misterioso”. Podemos chamar o cérebro humano de "o milagre humano" — o termo “milagre” significando “algo formidável, que surpreende; coisa admirável por sua grandeza ou perfeição; MARAVILHA” (iDicionário Aulete).

Os humanos são dotados de insaciável curiosidade e de uma imaginação inventiva e criativa. Sentimo-nos desafiados por problemas, e deleitamo-nos em utilizar nossas faculdades mentais e físicas para equacioná-los.

À guisa de exemplo, veja a capacidade fantástica do cérebro humano com respeito à leitura. Tente ler o texto abaixo. Se conseguir decodificar as primeiras palavras, as demais fluirão automaticamente.

"3M UM D14 D3 V3R40, 3U 3574V4 N4 PR414, 0853RV4NDO DU45 CR14NC45 8R1NC4NDO N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1NDO UM C4573LO D3 4R314; C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4NDO 3575V4M QU453 4C484NDO, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, M45 3L45 C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7RO C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40: G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UDO 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4NDO 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R 53R4 C4P42 D3 50RR1R!
S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4MOR 3 0 C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 D3 4R314".

Ita est!

Prof. Zanon

Referência:
A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação? Tatuí-SP: Sociedade Torre de Vigia, 2006
Desconheço a autoria do texto codificado

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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.