sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico - a maior palavra da língua portuguesa!


Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é a maior palavra da língua portuguesa atualmente, com 46 letras. Ela ganhou registro oficial pela primeira vez em 2001, no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é o portador da Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma rara doença pulmonar, contraída pela aspiração das cinzas vulcânicas.

Etimologia:

pneumo = pulmão (do grego: pneumon=pulmão)

ultra = além (do latim: ultra=além)

microscópio = muito pequeno (do grego: mikros=pequeno e skopein=examinar)

sílico = elemento químico presente no magma vulcânico (do latim: silicium/silex=pedra dura)

vulcano = vindo de um vulcão (do latim: vulcanus=deus do fogo e da metalurgia)

coniose = doença causada por inalação de partículas de poeira (do grego: kónis=poeira)

Ita est!
Prof. Zanon

Fonte: Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose. Acessado em: 31.07.09 às 22h32

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"Triste Fim de Policarpo Quaresma"

Li pela segunda vez o livro "Triste Fim de Policarpo Quaresma", principal romance do escritor Lima Barreto e um clássico da literatura nacional.

Quando o li pela primeira vez (no terceiro ano da faculdade de Letras) não consegui captar a profundidade da mensagem de Lima Barreto. Nesta segunda leitura, captei a mensagem sublimar do autor.

O livro narra a história do major Policarpo Quaresma, nacionalista incurável, otimista e ingênuo, que luta para mudar o país e aprimorar suas instituições. A saga deste que poderia ser chamado de "Dom Quixote brasileiro" oferece um rico cenário para Lima Barreto desnudar as mazelas da sociedade brasileira e criticar ferozmente a burguesia, a burocracia e a oligarquia da República Velha.

O romance discute principalmente a questão do nacionalismo, mas também fala do abismo existente entre as pessoas idealistas e aquelas que se preocupam apenas com seus interesses e com sua vida comum. Esse tema já é descortinado na epígrafe do romance (em Francês) que foi retirada do vigésimo sexto capítulo de "Marco Aurélio ou o fim do mundo antigo", último volume da obra As origens do cristianismo ("Les origines du christianisme") do escritor e pensador francês Ernest Renan. A epígrafe diz:

"O grande inconveniente da vida real e que a torna insuportável para o homem superior é que, se para ela são transportados os princípios do ideal, as qualidades se tornam defeitos, tanto que muito frequentemente aquele homem superior realiza e consegue bem menos do que aqueles movidos pelo egoísmo e pela rotina vulgar".

Renan parece argumentar que os altos ideais, muito nobres, de pouco valem no mundo real, governado por interesses e proveitos pessoais, o que nos prepara para o fracasso final de Policarpo Quaresma. Em suas reflexões finais, ele finalmente entende que "a pátria que quisera ter era um mito, era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete".

Com uma narrativa leve que em alguns pontos chega a ser cômica, mas sempre salpicada de pequenas críticas a vários aspectos da sociedade, a história se torna mais tensa apenas quando o autor analisa a loucura e no seu final, quando são feitas duras críticas ao positivismo e ao presidente Floriano Peixoto (1891-1894).

Como tantos anti-heróis da literatura, Policarpo já traz no nome ("Policarpo" -- poli=muito, carpo=choro, sofrimento; e "Quaresma" -- período de penitências e resguardo que começa no fim do carnaval e se estende por 40 dias) a indicação de seu triste fim. Suas certezas são colocadas à prova constantemente, mas sua fé mostra-se inabalável, até que uma decisão irrevogável e fatal do governo faz com que ele finalmente perceba a inutilidade da luta por tanto tempo travada.

Pessoas que tenham dedicado grande parte de suas vidas à instituições (de qualquer escopo) e que no final sofreram fortes desilusões pela lealdade mal direcionada apreciarão especialmente sua leitura.

Vale a pena ler ou reler "Triste Fim de Policarpo Quaresma". Há excelentes edições no mercado. Eu recomendo a 7ª edição, de 2008, da editora Record (imagem abaixo).



Ita est!
Prof. Zanon

domingo, 26 de julho de 2009

PREVENÇÃO PARA MULHERES!



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terça-feira, 21 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Meu óculos" ou "meus óculos"?

Raul Seixas costumava cantar: "Quem não tem colírio usa óculos escuros..."; e estava absolutamente certo.

Primeiro observe como o iDicionário Aulete define a palavra "óculo" (no singular):

(ó.cu.lo)
sm. 1. Qualquer instrumento ótico provido de lente de aumento, para ampliar a visão.

Agora note a definição de "óculos" (no plural) no mesmo dicionário:

(ó.cu.los) smpl. 1. Objeto usado para corrigir e proteger a visão, geralmente feito de duas lentes sustentadas por uma armação que se apoia sobre o nariz e as orelhas.

[F.: Pl. de óculo. Nota: A palavra é pluralia tantum; deve-se dizer "os óculos", "meus óculos" etc.]

Então está explicado: com referência ao aparelho de correção visual ou de proteção contra a luz solar, deve-se usar a palavra no plural bem como o artigo ou o pronome que a ela se referem. Exemplos: "Deixou os óculos (e não o óculos) na gaveta." "Perdi meus óculos na praia."

Ita est!

Prof. Zanon

Anexo

A palavra "anexo", tão comumente usada em mensagens eletrônicas (e-mails), não tem função de advérbio. Dessa forma, são incorretas as formas: "anexo envio o carta" ou "em anexo envio a carta" ou ainda "anexo a esta envio a carta".

"Anexo" é classificado gramaticalmente como um adjetivo. Sendo um adjetivo, deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere.

Exemplos:

"Anexa (e não anexo) a esta carta estamos enviando a relação das mercadorias."
"Vão anexos (e não anexo) os depoimentos das testemunhas."
"Remeto-lhe anexas as cópias dos documentos."
"Envio a carta anexa."

Também não deve ser usado como particípio de anexar, em vez de anexado. Diga-se, portanto: "O documento foi anexado (e não anexo) ao processo."

E para expressar uma ação, use anexado tanto com TER e HAVER como com SER e ESTAR, como nos exemplos:
"Tinha (havia) anexado..."
"Foi (estava) anexado aos autos..."

Ita est!
Prof. Zanon

Referências:
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. 2ª edição.
MARTINS, Eduardo. (org.) Manual de redação e estilo. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1990.

Fulano, beltrano e sicrano

(fu.la.no) sm. 1. Nome usado para se referir a uma pessoa desconhecida ou que não se quer nomear. (iDicionário Aulete)

Exemplo: "Tem um fulano aí esperando você".

Encontramos essa expressão geralmente em forma tríade: fulano, beltrano e sicrano. São três nomes mencionados com indeterminação intencional. É uma sequência muito comum na tradição oral brasileira e que vez por outra aparece também na escrita.

Qual sua origem?

"Fulano" vem do árabe (fulan) e significa "alguém", "um certo alguém".

"Beltrano" vem de "Beltrão", transformado em "beltrano" para rimar com "fulano".

"Sicrano" é de origem incerta.

Em tempo: expressões equivalentes ocorrem também em outras línguas. Veja alguns exemplos:

"Tom, Dick and Harry" (em inglês)

"Fulano, Zutano y Mengano" (em espanhol)

"Tizio, Caio e Sempronio" (em italiano)

"Ivanov, Petrov, Sidorov (Иванов, Петров, Сидоров)" (em russo)

"Are, Oore, Shamsi Kooreh" (em persa)

"Andersson, Pettersson och Lundström" (em sueco)

Ita est!

Prof. Zanon

Fonte:

WIKIPEDIA. Disponível em: http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Tom,_Dick_and_Harry&ei=_oFeSrX2INDFlAf51NjiDA&sa=X&oi=translate&resnum=1&ct=result&prev=/search%3Fq%3Dtom,%2BDick%2Band%2Bharry%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26hs%3DYoa. Acessado em 13 de julho de 2009, às 22h47.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

"Companhia" ou "compania"?

"Compania" não existe.

É verdade! Essa palavra não existe mesmo. Quer apostar? Se você achar essa palavra em algum dicionário de língua Portuguesa ganhará de brinde um corte de cabelo na Barbearia Zanon. Está registrada a aposta.

A única grafia possível é "companhia". Esse vocábulo vem da antiga palavra "companha" (séc. XIII? e significava "grupo de pessoas que seguem juntas"), à qual se acrescentou o sufixo "ia". Tanto a palavra "companha" quanto os outros membros da mesma família ("companhia", "companheiro", "acompanhar", "acompanhante", "companheirismo") nascem de "panis", que vem do latim e significa "pão".

"Companha" vem do vocábulo latino "compania" ("cum", equivalente ao nosso "com", + "panis"). Em latim, a palavra era usada com o sentido de "pessoas que comem juntas o pão". O sentido evoluiu para "pessoas que vão ou seguem juntas".

Não é sem razão que a Bíblia Sagrada adverte: "Não vos deixeis enganar: Más companhias corrompem bons costumes". - BÍBLIA SAGRADA, 1 Coríntios 15,33 (tradução: Sociedade Bíblica Britânica)

Os dicionários enumeram várias definições para o vocábulo "companhia", como por exemplo:

1. Ação ou resultado de acompanhar;

2.
Presença de algo ou alguém que acompanha: "... não arredava pé de casa a não ser na companhia dos amigos..." (Aluísio Azevedo, O cortiço)

3. Pessoa que está acompanhando alguém: "Vem jantar e traz companhia".

4. Grupo organizado de pessoas reunido para um fim comum (companhia teatral; Companhia de Jesus)

5. Firma comercial ou industrial com vários sócios

6. Sociedade anônima

7. Subdivisão de um regimento ou batalhão, formada de pelotões e comandada por um capitão

8. Na época do Brasil colonial, cada uma das unidades locais de bandeirantes

iDicionário Aulete


Qualquer que seja o sentido grafa-se "companhia", já que, em todos esses casos a essência da palavra é a mesma.

Ita est!

Prof. Zanon


Referência:
CIPRO NETO, Pasquale. Nossa língua curiosa: uma dica do professor Pasquale para cada dia do ano. São Paulo: Publifolha, 2003.

ETC?

"Etc." é abreviatura de "et cetera", expressão latina que significa "e as demais coisas".

Devemos empregar a vírgula antes de "etc.", como no exemplo a seguir: "Comprei batatas, cebolas, ovos, etc."?
Ou seria melhor assim: "Comprei batatas, cebolas, ovos etc."?

Não há consenso sobre isso. Alguns autores respeitáveis dizem que assim como não empregamos a vírgula antes do "e" nas enumerações, não deveríamos emprega-la antes de "etc." porque a expressão contém o "e" ("et", em latim). Outros autores, porém, entendem que se deve proceder como se o "etc." fosse um elemento da enumeração: "Consertam-se fogões, geladeiras, máquinas de lavar, etc."

Não havendo consenso quanto a isso, a decisão fica por sua conta, prezado leitor. Porém, é consenso mútuo que jamais se deve usar a conjunção "e" antes de "etc.".

Ita est!
Prof. Zanon

Referências:
MARTINS, Eduardo (org). O estado de São Paulo. Manual de redação e estilo. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1990.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. 2º edição.
CIPRO NETO, Pasquale. Nossa língua curiosa: uma dica do professor Pasquale para cada dia do ano. São Paulo: Publifolha, 2003.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

"Read God’s Word the Holy Bible Daily"*


Mais de 50 traduções em vários idiomas (on line):

http://www.bibliaonline.com.br/

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas:

http://www.watchtower.org/t/biblia/index.htm

Áudio da Bíblia Sagrada (Versão Almeida Revista e Atualizada) com efeitos especiais e vozes alternadas (escolha em "Categorias" o link "A fé vem pelo ouvir" e depois escolha o livro bíblico e o capítulo que deseja ouvir):

http://www.sbb.org.br/audios/default.asp

“Se eu a coloco debaixo de todos os livros, ela é a que mantém todos eles; se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração deles, e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca”; disse Rui Barbosa sobre a Bíblia Sagrada.


O que outras pessoas famosas já disseram sobre a Bíblia Sagrada:


Isaac Newton (Físico e Matemático)


“Considero as escrituras Sagradas a filosofia mais sublime. ”

“Todas as descobertas humanas parecem ter sido feitas, com o único propósito de confirmar cada vez mais fortemente as verdades contidas nas Sagradas Escrituras.”

D. Pedro II (Imperador Brasileiro)

“Eu amo a Bíblia. Eu a leio todos os dias, e quanto mais a leio mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo, não compreendo tais pessoas; mas eu a amo; amo a sua simplicidade, e amo as suas repetições e reiterações da verdade. Como disse: eu leio-a cotidianamente e gosto dela cada vez mais.”

George Washington (Presidente dos Estados Unidos)

“É impossível governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia.”

Abraham Lincoln (Presidente dos Estados Unidos)

“Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem da parte do Salvador do mundo nos é transmitido mediante este livro.”

Napoleão Bonaparte (General Francês)

”O evangelho não é simplesmente um livro, mas uma força viva, um livro que sobrepuja a todos os outros. A alma jamais pode vaguear sem rumo se toma este livro por seu guia.”

Goethe (Escritor e poeta alemão)

“Se estivesse a ser posto em prisão e pudesse levar um livro, somente escolheria a Bíblia.”

Immanuel Kant (Filósofo alemão)

“A existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior benefício que a raça humana já experimentou. Todo o esforço para depreciá-la é um crime contra a humanidade.”

W. H. Seward (Governador de Nova York)

“Toda esperança do progresso humano depende da influência sempre crescente da Bíblia.”

John Q. Adams (Diplomata americano)

“Há muitos anos que adoto o costume de ler a Bíblia toda, uma vez por ano.”

Robert Lee (General americano)

“Em todas as minhas angústias e perplexidades a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor.”

Lord Tennyson (Poeta inglês)

“A leitura da Bíblia já de si é uma educação.”

Sônia M. Coelho (uma leitora da Bíblia)

“Quem já concluiu a leitura da Bíblia, passou pela mais esplêndida universidade e conheceu o mais capacitado professor: Deus.”

Ita est!
Prof. Zanon
* "Leia Diariamente a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada". Esta frase tem destaque em forma de um visível letreiro num dos prédios da gráfica da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) em Brooklyn, Nova York, desde os anos 50.


Matérias mais antigas:

Minha foto
Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.