segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Limpado, limpo

Emprega-se "limpado" com os verbos "ter" e "haver":

A faxineira tinha (ou havia) limpado a casa. :-)

Com os verbos "ser" e "estar" usa-se limpo:

O tapete foi limpo com o aspirador. :-)
As ruas estavam limpas. :-)

Ita est!
Prof. Zanon

É "fruta-cor" ou "furta-cor"?

A cor do manto com que o senhor Jesus Cristo foi vestido no dia da sua execução tem induzido alguns a argumentar que existe uma discrepância no registro bíblico com referência a essa veste.

O apóstolo Mateus disse que os soldados “o cobriram com uma capa de escarlate” (Mateus 27,28), ao passo que o discípulo Marcos e o apóstolo João disseram que era púrpura. (Marcos 15,17; João 19,2)

Essa variação na descrição da cor da veste se explica com uma palavrinha composta que geralmente engana muita gente: FURTA-COR

Minha avó diz "fruta-cor"! Minhas tias também! Mas eu perguntei ao senhor Houaiss e ele me disse o seguinte:

"FURTA-COR sm. cor cambiante, de tonalidade alterada conforme a luz que se projeta sobre ela; (pl.) furta-cores". (HOUAISS)

Esse "furta" é de "furtar" mesmo. Conforme se muda a posição, "furta-se" a cor. Isso ocorre com alguns objetos e principalmente com roupas.

De modo que o fundo ambiental e o reflexo da luz podem ter dado ao manto do Senhor matizes diferentes. Mateus descreveu o manto assim como lhe parecia, isto é, segundo a sua avaliação da cor, e ele enfatizou a tonalidade vermelha da veste. João e Marcos amenizaram a tonalidade vermelha, chamando-a de púrpura. “Púrpura”, segundo Houaiss, é uma "cor vibrante vermelho-escura, tendente para o roxo"; e o termo pode ser aplicado a qualquer cor de componentes tanto azul como vermelho.

Portanto, vê-se que os escritores dos Evangelhos não estavam em conflito ao descrever a cor do manto com que os soldados romanos vestiram o senhor Jesus, no último dia da sua vida humana. Mas minha avó e minhas tias estão em conflito com o senhor Houaiss quanto ao nome certo da expressão "furta-cor". Com todo o respeito, elas estão equivocadas.

Em tempo: a palavra "furta-cor" escreve-se com hífen, mesmo depois do Acordo Ortográfico. É só memorizá-la assim que não tem erro.

Ita est!
Prof. Zanon

Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você o permita

O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?

- Sim, infelizmente é sempre assim.

- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?

- Sim, sou.

- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?

- Porque não quero que ele decida como eu devo agir”.


Prof. Zanon

Cerveja é bom ou cerveja é boa?

As expressões "ser bom" ou "ser ótimo" são invariáveis, quando tomadas de modo absoluto, isto é, quando não estão acompanhadas pelos artigos "o", "a" e seus plurais.

Exemplos:
Cerveja é bom no verão.
Sulfa é ótimo para o teu caso.
Frutas é bom para a saúde.

Se, porém, o sujeito estiver determinado, isto é, acompanhado de artigo (ou de pronome adjetivo), tais expressões serão variáveis.

Exemplos:
A cerveja é boa no verão.
A sulfa é ótima para o teu caso.
Estas frutas são boas para a saúde.

Ita est!
Prof. Zanon

Extraído de:
OLIVEIRA, Édison de. Português: Todo o mundo tem dúvida, inclusive você. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 5º edição, 1998.

Aonde, donde, onde?

Erro muito comum confundir o uso dessas expressões. Vamos às dicas:

Quando se trata do verbo "ir" e de seus sinônimos (encaminhar-se, dirigir-se etc.) é aconselhável, gramaticalmente, usarmos "aonde".

Exemplos:
Aonde vamos?
Aonde você vai?

Quando se trata do verbo "vir" e seus sinônimos (provir, originar-se etc.) devemos empregar "donde".

Exemplos:
Donde veio isso?
Donde vens?

E quando se trata de qualquer outro verbo (que não seja "ir", "vir" ou sinônimos), devemos empregar "onde".

Exemplos:
Onde estamos?
Onde você deixou os livros?

Ita est!
Prof. Zanon

Mais dúvidas sobre o uso da crase.

Surgiram mais dúvidas em sala de aula sobre o uso da crase. Uma aluna perguntou: "Professor, na frase "ele voltou a casa" devemos usar a crase?

Uma pergunta oportuna!

Só se indica crase antes da palavra "casa" quando essa está determinada, isto é, seguida de um termo ou expressão que a especifique: casa de Roberto, casa de Alaíde, casa de campo, casa de praia etc.

Exemplos:

Ele voltou a casa.
Ele foi à casa de campo.
Ela voltou à casa dos pais.

Ita est!
Prof. Zanon

À procura...

Nas expressões "ir à procura", "sair à procura", "andar à procura" etc. sempre devemos fazer uso da crase.

Um dos meus alunos levantou a seguinte questão: "Mas professor, o senhor enfatizou várias vezes que nunca devemos usar crase antes de verbo!"

É verdade. Não usamos crase antes de verbo. Mas a palavra "procura", nesses casos, não desempenha a função de verbo! Nesses contextos ela se torna um substantivo feminino. E como podemos ter certeza disso?

É simples! Se mudarmos a palavra "procura" por um sinônimo masculino, notamos que o artigo também muda para o masculino.

Exemplo: em vez de dizermos "saiu à procura de..." podemos dizer "saiu ao encalço de...".

Ita est!
Prof. Zanon

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Piadas Inglês-Português

Two attorneys in a diner
Two attorneys went into a diner and ordered two drinks. Then they produced sandwiches from their briefcases and started to eat. The owner became quite concerned and marched over and told them, "You can't eat your own sandwiches in here!" The attorneys looked at each other, shrugged their shoulders and then exchanged sandwiches

Dois advogados em um restaurante
Dois advogados entraram em um restaurante e pediram duas bebidas. Então, retiraram sanduiches de suas pastas e começaram a comê-los. O proprietário ficou completamente irritado e foi até eles, “vocês não podem comer seus próprios sanduíches aqui dentro!” Os advogados se olharam, deram de ombros e trocaram entre si os sanduíches.



Combing
Eleven tons of human hair was stolen from a wig factory in West Fliptown this morning.
Police are combing the area.

Pente-fino
Onze toneladas de cabelo humano foram roubadas de uma fábrica de perucas em Fliptown Oeste esta manhã.
Os polícias estão fazendo uma operação pente-fino na região.

"A flôr de zíaco do Amazonas"


Essa placa há tempos circula na internet, de site em site, de blog em blog, causando risos e caçoadas. Mas o que poderia explicar o raciocínio linguístico subjacente que levou o letrista a transformar o vocábulo "afrodisíaco" na expressão "a flôr de zíaco"? O professor Sírio Possenti discorreu sobre isso em:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1575149-EI8425,00.html

Vale a pena conferir!

Tristeza de escrever

Cada palavra é uma borboleta morta espetada na página:
Por isso a palavra escrita é sempre triste...

Mário Quintana


Incenso fosse música

isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além



Paulo Leminski


Por que o sufixo "feira" nos dias da semana?

Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira etc.

De onde surgiu o sufixo "feira" que usamos nos dias da semana? E o que ele significa?

Ele surgiu a partir de uma ordem do imperador romano Constantino (280-337 d.C.). Naquela época, a Páscoa durava uma semana, e todos os dias dela eram chamados feriae (feriados). Havia a "feriae prima" (primeiro feriado), a "feriae secunda" (segundo feriado), a "feriae tertia" (terceiro feriado) e sucessivamente.

Quando Constantino se converteu ao cristianismo, mudou o nome do primeiro dia para Dominica (dia do Senhor), de onde veio "domingo". E, para o sétimo dia, reintroduziu o "sábado" em respeito ao antigo testamento que chamava o sétimo dia de sha·váth, que significa cessar, desistir, repousar... ou seja, um dia para o descanso de empenhos seculares. Além disso, Constantino exigiu que esses nomes fossem usados não apenas na semana da Páscoa, mas para todos os dias do ano.

Os romanos davam aos dias da semana os nomes dos deuses ligados aos astros. A semana romana começava com o Solis dies (dia do Sol) e seguia com Lunae dies (dia da Lua), Martis dies (dia de Marte), Mercurii dies (dia de Mercúrio), Jovis dies (dia de Júpiter), Veneris dies (dia de Vênus) e Saturni dies (dia de Saturno).

Apesar da ordem do imperador, a nova nomenclatura permaneceu apenas na região que seria futuramente Portugal. A maior parte dos povos voltou a adotar os nomes tradicionais, mudando as palavras em cada região. Por exemplo, na região da Saxônia os dias da semana continuaram homenageando os deuses pagãos com os nomes: Sun's day, Moon's day, Tiw's day, Wodens's day, Thor's day, Friga's day e Saterne's day (em inglês, os nomes equivalentes permanecem até hoje como Sunday, Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday e Saturday).

Até mesmo os antepassados dos espanhóis (vizinhos dos antepassados dos portugueses) abandonaram a ordem do imperador e perpetuaram a forma que homenageia os deuses pagãos: Domingo, Lunes, Martes, Miércoles, Jueves, Viernes e Sábado.

Somente na língua portuguesa permaneceu a forma decretada pelo imperador Constantino, devidamente aportuguesada:

No latim litúrgico era assim: Dies Dominica, Feria Secunda, Feria Tertia, Feria Quarta, Feria Quinta, Feria Sexta e Sabbatum. No português ficou como conhecemos: domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado.

Lembrando que em português os dias da semana sempre são escritos com letras minúsculas e em inglês sempre com maiúsculas.

Ita est!
Prof. Zanon



Português

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tarzã, Tarzam ou Tarzan?

Tarzan é um personagem de ficção criado pelo escritor estadunidense Edgar Rice Burroughs no romance Tarzan of the Apes, de 1912.


Capa da edição de 1914 de Tarzan of the Apes

Outros escritores também escreveram obras com o herói: Barton Werper, Fritz Leiber, Philip José Farmer etc.

Tarzan é filho de ingleses, porém foi criado por macacos "mangani" na África, depois da morte de seus pais. Seu verdadeiro nome é John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan é o nome dado a ele pelos macacos e significa "Pele Branca".

Mas qual é o modo correto de escrever o nome do "rei dos macacos"? Tarzã, Tarzam ou Tarzan? Xiiiiiiii!

Se for para escrever de acordo com as normas ortográficas da Língua Portuguesa, a palavra "tarzã" deveria ser com til.

Por quê?

Porque é norma, em português, que o som final "ã" não seja representado por "an" ou "am". O certo seria "ã", como nos exemplos abaixo:

manhã, ímã, irmã, órfã, tarzã, satã etc.

Mas, tanto nas revistas em quadrinhos quanto no cinema popularizou-se a forma TARZAN, com "n" no final.

Tarzan em desenho da Disney


Johnny Weissmuller, Maureen O'Sullivan e Johnny Sheffield em Tarzan Finds a Son! (1939)

A personagem é uma adaptação moderna da tradição mitológico-literária de heróis criados por animais. Uma destas histórias é a de Rômulo e Remo, que foram criados por lobos e posteriormente fundaram Roma.

Curiosidades cinematográficas:

O primeiro Tarzan do cinema sonoro foi também o mais famoso: o nadador estadunidense Johnny Weissmuller, que encarnou o herói em doze fitas. O refinado lorde dos livros foi transformado por Weissmuller em um selvagem que conseguia apenas grunhir e emitir frases monossilábicas, do tipo "me Tarzan, you Jane" (que ele, a bem da verdade, nunca disse. O que ele disse no filme Tarzan, The Ape Man foi, simplesmente "Tarzan... Jane", apontando para si mesmo e depois para Jane Porter).

Weissmuller é responsável por emitir, pela primeira vez, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os Tarzans subsequentes, não passava de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados.

Devido à censura da época, os trajes de Weissmuller e, principalmente, de O'Sullivan foram aumentando de tamanho de filme para filme; a censura também é responsável pela ausência de filhos da dupla, que não era legalmente casada: Boy (vivido por Johnny Sheffield), introduzido em Tarzan Finds a Son! (1939), não era filho do casal e, sim, adotado, conforme mostra o título original. Nos livros, no entanto, Tarzan e Jane são pais do menino Korak, que chega à idade adulta nos romances finais.

Ita est!
Prof. Zanon

De "sopetão" ou de "supetão"?

Se procurar "sopetão" no dicionário vai perder seu tempo. Nenhum dicionário registra essa forma.
Mas "supetão" está lá.

SUPETÃO: s. m. movimento rápido e inesperado; impulso, repente, súbito. (HOUAISS)

Portanto, o certo é "de supetão" (com "u"). Pegou-me de supetão.

"Supetão" é da mesma família de "súbito" (com "u").

Ita est!
Prof. Zanon

Colocação dos pronomes oblíquos

Pronomes oblíquos são os pronomes pessoais que exercem na frase a função de complemento ou adjunto (o, a, lhe, me, te, se, nos, vos, mim, ti, si, comigo, contigo, consigo, conosco, convosco).

Posição do Pronome:

Antes do verbo (Próclise) -- Ele se feriu.
Depois do verbo (Ênclise) -- Ele feriu-
se.
No meio do verbo (Mesóclise) -- Ele ferir-
se-á.

Próclise:

Sempre estará certa, desde que o pronome não inicie a oração nem venha após sinal de pontuação.

Me deu a carta. (ERRADA)
Deu-me a carta. (CERTA)

Quando chegar, nos avise. (ERRADA)
Quando chegar, avise-nos. (CERTA)

Aqui, se trabalha. (ERRADA)
Aqui, trabalha-se. (CERTA)


ALGUMAS EXPRESSÕES ATRAEM PRONOME OBLÍQUO:

EXPRESSÕES NEGATIVAS:
Não lhe disse tudo.

ADVÉRBIOS:
Ontem se realizou uma reunião.

PRONOMES DEMONSTRATIVOS, INDEFINIDOS E RELATIVOS:
Aquilo se deu em 1969.
Muitos se revoltaram.
Vi o homem que te ajudou.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS:
Fiquei feliz quando me ligaram.

FRASES EXCLAMATIVAS, INTERROGATIVAS E OPTATIVAS:
Quanto te queixas!
Quem me criticou?
Deus te ajude!

Mesóclise:

Só com verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito.

Comemorar-se-á a vitória.
Convidar-te-ia se possível.

É proibida a mesóclise se houver palavra exigindo a próclise.

Não convidar-te-ia ainda que possível. (ERRADA)
Não te convidaria. (CERTA)

Ênclise:

Em início de frase ou após sinal de pontuação.

Deu-me a carta.
Quando chegar, avise-nos.
Aqui, trabalha-se.

A ênclise com infinitivo não flexionado estará sempre certa. (Lembre-se que um verbo está no infinitivo não flexionado quando nomeia uma ação ou estado, mas é neutro quanto às suas categorias gramaticais tradicionais, ou seja, tempo, modo, aspecto, número e pessoa.)

Espero não enganar-me.


É proibida a ênclise com verbo no futuro do presente, no futuro do pretérito ou no particípio.

Enviarei-lhe o carro. (ERRADA)
Enviar-lhe-ei o carro. (CERTA)

Dariam-se os prêmios. (ERRADA)
Dar-se-iam os prêmios. (CERTA)

Tenho encontrado-te. (ERRADA)
Tenho-te encontrado. (CERTA) ou Tenho te encontrado.

Ita est!
Prof. Zanon


Desenvolva fluência na leitura e na fala

O que é fluência?
Diz o senhor Houaiss que fluência é "qualidade do que flui; fluidez".
Quando lemos ou falamos em público, temos que ler e falar de modo que as palavras e as ideias fluam suavemente. A pessoa fluente lê e expressa seus pensamentos com nítida facilidade, de maneira agradável. Quem se expressa com fluência não fala de maneira entrecortada nem devagar demais. Também, não tropeça nas palavras nem titubeia, como se não soubesse o que dizer.

Por que é importante?
Quando o leitor ou orador não tem fluência, os ouvintes podem deixar a mente vaguear, ou seja, deixam de prestar atenção. Além disso, existe o risco de se transmitirem ideias erradas.

As causas.
Vários fatores podem contribuir para a falta de fluência. Por exemplo: vacilar por desconhecer certas palavras, pausar brevemente em muitos lugares, falta de preparação, deixar de organizar a matéria de maneira lógica, vocabulário limitado, enfatizar muitas palavras, desconhecimento das regras gramaticais etc.

Os maneirismos atrapalham a fluência.
Um bom começo para melhorar sua fluência ao falar é vigiar os maneirismos, também chamados de cacoetes verbais. Muitas pessoas têm o hábito de inserir expressões ou palavras como “bem”, “agora”, “é . . . ” e “ou seja” no início ou no meio das frases. Outras as terminam com “não é verdade?” ou “né?”, ou ainda " entendeu?", "certo?", " tá?"
Trata-se de um cacoete que nasce de uma certa insegurança ao falar. Boa dica é pedir que alguém repita essas expressões cada vez que você as usar. Ficará surpreso ao se dar conta da frequência com que usa essas expressões.

Pobreza de vocabulário.
"Tipo assim, de repente, tá ligado, mil coisas..." A pobreza de vocabulário se corrige com boas leituras e com muita, muita autocrítica. Quando encontrar palavras desconhecidas em revistas e livros, marque-as, descubra exatamente o que significam e use-as. Crie o hábito de ler em voz alta. Treine a leitura em voz alta pelo menos de cinco a dez minutos por dia.Quando encontrar palavras difíceis repita-as várias vezes.

Leia frases e não palavras.
Acostume os olhos a visualizar grupos de palavras que expressam ideias completas, e não apenas uma palavra por vez. Para ler com fluência, é necessário entender a relação entre as palavras de uma frase. Para transmitir as ideias do escritor, geralmente é necessário ler grupos de palavras. Preste atenção especial a esses agrupamentos e, se preciso, marque-os. Seu objetivo não é simplesmente ler as palavras de modo correto, mas também transmitir as ideias de maneira clara. Depois de analisar uma frase, passe para a seguinte até que tenha estudado o parágrafo inteiro. Após familiarizar-se com a linha de raciocínio, leia o parágrafo em voz alta várias vezes até não tropeçar em nenhuma palavra nem pausar nos lugares errados. Faça o mesmo com os outros parágrafos.

Acelere.
Leia mais rápido. Se conseguir perceber a relação entre as palavras da frase, será capaz de visualizar mais de uma palavra por vez e de prever o que vem a seguir. Isso contribuirá muito para que consiga fazer uma leitura cadenciada, gostosa de se ouvir.

Melhorar sempre.
Para se ter fluência numa apresentação pública é preciso pensar antes de falar. Desenvolva o hábito de fazer isso no dia-a-dia. Determine que ideias deseja transmitir e em que ordem; daí, comece a falar. Não tenha pressa. Procure expressar o pensamento completo sem parar nem mudar a linha de raciocínio no meio da declaração. Algo que também ajuda é usar frases simples e curtas. Se souber exatamente o que quer falar, as palavras fluirão de maneira natural. De modo geral, não é necessário escolher as palavras com antecedência. Na verdade, é mais prático simplesmente certificar-se de que a ideia esteja clara em sua mente, e então pensar nas palavras à medida que estiver falando.

Se fizer assim e concentrar-se mais nas ideias do que nas palavras, estas lhe virão à mente de maneira mais ou menos automática, e expressará o que realmente pensa. Mas se deixar de se concentrar nas ideias e começar a pensar nas palavras, poderá titubear. Com a prática, conseguirá desenvolver fluência, qualidade importante para se falar e ler bem.

Ita est!
Prof. Zanon

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais um artigo do professor Zanon publicado pela revista e-Letras


UMA ANÁLISE DO POEMA BARROCO E UMA APOLOGIA AO INEXCEDÍVEL GREGÓRIO DE MATOS, SOB O PRISMA DA ARS GRATIA ARTIS


RESUMO

Análise à vol d’oiseau do estilo barroco, destacando suas mais marcantes características. Busca, partindo do próprio significado do termo e do seu contexto histórico, entender a origem desse estilo, citando as figuras mais importantes do barroco literário mundial. Enumera as diversas designações pelas quais é conhecido no mundo. Interpreta suas particularidades mais marcantes, reforçando essas interpretações com exemplos bem conhecidos de seus admiradores. Esclarece os motivos históricos para a crise do homem barroco, sua consciência das solicitações terrenas e do preço que pagaria para desfrutá-las. Exemplifica a dualidade: razão versus fé, sensorial versus espiritual. Focaliza o expoente do barroco brasileiro, Gregório de Matos, e faz uma apologia ao poeta, destacando os motivos pelos quais escrevia ora com ascetismo, ora com erotismo; ora com religiosidade, ora com mundaneidade. Descreve em tom de panegírico o seu lado “Boca do Céu”, ao analisar o poema “A Jesus Cristo Nosso Senhor”. Arrisca uma possível explicação para a aversão à classe clerical que marca algumas de suas obras, baseando-se em textos bíblicos que realçam a hipocrisia dos clérigos da época. Faz uma rápida analogia entre o contexto histórico barroco e os nossos dias, mostrando a necessidade que ainda temos de poetas do cerne de Gregório de Matos.


SUMMARY

The present work is an analysis à vol d´oiseau of the baroque style, considering its main characteristics in an attempt to understand the origin of this style, mentioning the most important names of the literary baroque in the world, enumerating several designations through which the style is known world-wide. We also interpret its main particularities, reinforcing them by well-known examples of its admirers, and clarify the historical reasons for the crisis of the man of that time, his awareness of the earth matters and the price it would cost him to have them. We exemplify the duality: reason versus faith; sensorial versus spiritual. We focus on the Brazilian Baroque exponent, Gregório de Matos, and praising him, we distinguish the reasons why he wrote moving from one style into the other: with asceticism, erotism, religiousness or in a mundane way. We describe his side as “Mouth of Heaven”, when he analizes the poem “To Jesus Christ Our Lord”. We also try to present a possible explanation for his disgust for the cleric, which can be noticed in some of his works, based on biblical texts that enhance the clerical hypocrisy of the time. Finnaly, we present an analogy between the baroque historical context and our days, showing the importance for us of poets like Gregório de Matos.

Leia o artigo na íntegra em:


http://www.utp.br/eletras/ea/eletras8/primeiros.asp


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Prof. Zanon

domingo, 16 de agosto de 2009

Para os que entendem inglês!

i cdnuolt blveiee taht I cluod aulaclty uesdnatnrd waht I was rdanieg. The phaonmneal pweor of thehmuan mnid, aoccdrnig to a rscheearch at Cmabrigde Uinervtisy, it dseno’t mtaetr in waht oerdr the ltteres in a wrod are, the olny iproamtnt tihng istaht the frsit and lsat ltteer be in the rghit pclae. The rset can be a taotl mses and you can sitll raed it whotuit a pboerlm. Tihs is bcuseae the huamn mnid deos not raed ervey lteter by istlef, but the wrod as a wlohe. Azanmig huh? yaeh and I awlyastghuhot slpeling was ipmorantt! if you can raed this forwrad it FORWARD ONLY IF YOU CAN READ IT.

Ita est!
Prof. Zanon

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Comentários sobre "Os Lusíadas" e uma paráfrase do episódio "O Gigante Adamastor"



Leiam o trabalho acadêmico "Comentários sobre "Os Lusíadas" e uma paráfrase do episódio "O Gigante Adamastor"", escrito por Sandro Zanon e publicado pela revista e-Letras da Universidade Tuiuti do Paraná.


RESUMO

Comentários sobre a célebre obra de Luíz Vaz de Camões, Os Lusíadas. Faz uma explanação geral sobre o nascimento de uma epopéia. Fala sobre as epopéias anteriores que influenciaram a produção de Os Lusíadas. Interpreta alguns trechos relevantes, destacando seu contexto histórico. Parafraseia o episódio O Gigante Adamastor e fornece alguns esclarecimentos sobre seus simbolismos e personagens históricos. Incentiva a leitura integral da obra, destacando alguns pontos de interesse maior para o leitor, e chama a atenção para o fato de o Instituto Histórico do Rio de Janeiro conter um exemplar original de Os Lusíadas, famoso pelo seus ex-donos.


Texto completo em:


http://www.scribd.com/doc/6889603/lusiadas

ou

http://www.utp.br/eletras/ea/eletras8/primeiros.asp

Ita est!
Prof. Zanon

BI-CAMPEÃO OU BICAMPEÃO?

O certo é BICAMPEÃO. (sem hífen) Mesmo antes do Acordo Ortográfico já era assim. Portanto, nada mudou.

Os prefixos uni, bi, tri e multi não provocam hífen NUNCA. Exemplos: unidirecional, biarticulado, triatleta, multicelular.

Se o seu time foi campeão duas vezes, ele é bicampeão. E se ele já foi campeão dez vezes? Se isso aconteceu (duvido!), então o seu time percorreu o seguinte trajeto:

01. campeão
02. bicampeão
03. tricampeão
04. tetracampeão
05. pentacampeão
06. hexacampeão (pronuncia-se "cs")
07. heptacampeão
08. octacampeão
09. eneacampeão
10. decacampeão

TODOS SEM HÍFEN!

Ita est!
Prof. Zanon

Matérias mais antigas:

Minha foto
Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.