domingo, 29 de agosto de 2010

Metáfora e Comparação.

A metáfora e a comparação são duas figuras de linguagem das mais conhecidas.

A metáfora é o emprego de palavras fora do seu sentido normal, tomando-se por base a analogia.

Exemplos:

- Esse homem é uma fera!

- Todos os tiranos têm coração de pedra.

- João é um touro!

- Minha filha é um anjo!



A comparação é o confronto de ideias por meio de conectivos.

Exemplos:

- Esse homem é bravo como uma fera!

- Todos os tiranos têm coração duro como pedra!

- João é igual um touro!

- Minha filha é como um anjo!

Metáforas e comparações são muito parecidas. A diferença é que a comparação usa o conectivo para estabelecer a analogia e a metáfora não. Alguns estudiosos da língua usam a expressão comparação implícita para os casos de metáfora e comparação explícita para os casos de comparação.

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A expressão HAJA VISTA.

A expressão HAJA VISTA, sinônima de veja, é invariável no português contemporâneo:

- Haja vista os erros cometidos pelo prefeito.
- Haja vista as grandes conquistas brasileiras no futebol.

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domingo, 22 de agosto de 2010

CONTEM ou CONTÉM ou CONTÊM ou CONTÊEM?

CONTEM = do verbo CONTAR: “É preciso que vocês contem tudo.”

CONTÉM = 3ª p. singular do verbo CONTER: “A garrafa contém água.”

CONTÊM = 3ª p. plural do verbo CONTER: “As garrafas contêm água.”

“CONTÊEM” não existe.

OBSERVAÇÃO:
Todos os verbos derivados de TER ( = deter, reter, manter, obter…) terminam em “ÉM” na 3ª pessoa do singular e em “ÊM” na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo:

ele detém – eles detêm; ele mantém – eles mantêm; ele contém – eles contêm.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Transitividade verbal: objeto direto e indireto.

Quando a ação do verbo precisa de um complemento, um objeto, para ser totalmente compreendida, dizemos que esse verbo é transitivo. O verbo cuja ação não necessita de complemento é chamado de intransitivo. Quando estudamos essa necessidade que um verbo tem ou não de complemento, chamamos a isso de transitividade verbal.


VERBO -----) Transitivo ou intransitivo

Observação: O prefixo TRANS, de algumas palavras da língua portuguesa, deriva da preposição latina trans que quer dizer "para além de". Assim, verbo transitivo é aquele cujo sentido vai além dele.

Os verbos transitivos que se ligam ao objeto sem preposição obrigatória chamam-se transitivos diretos. Os que se ligam ao objeto por meio de uma preposição obrigatória são chamados transitivos indiretos.

O complemento do verbo que se liga diretamente a ele, sem preposição, chama-se objeto direto. Aquele que se liga ao complemento por meio de uma preposição chama-se objeto indireto.

Alguns verbos podem aceitar complementos com preposição e sem preposição dependendo do significado do verbo no contexto. Esses verbos são chamados transitivo direto e indireto.

A transitividade é determinada pelo contexto.
Observe as orações:

- Ele sonhou um sonho lindo. (Verbo transitivo direto. Objeto direto: um sonho lindo)

- Ele sonhou durante toda a noite. (Verbo intransitivo)


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domingo, 15 de agosto de 2010

Componentes básicos da argumentação

A retórica é definida como a arte de persuadir ou convencer por meio da palavra. Vamos conhecer um pouco de sua história através deste extrato de ABREU, Antônio Suárez. A arte de argumentar: gerenciando razão e emoção. 8 ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2005.

Um Pouco de História

A retórica, ou arte de convencer e persuadir, surgiu em Atenas, na Grécia antiga, por volta de 427 a.C, quando os atenienses, tendo consolidado na prática os princípios do legislador Sólon, estavam vivendo a primeira experiência de democracia de que se tem notícia na História. Ora, dentro desse novo estado de coisas, sem a presença de autoritarismo de qualquer espécie, era muito importante que os cidadãos conseguissem dominar a arte de bem falar e de argumentar com as pessoas, nas assembléias populares e nos tribunais.

Para satisfazer essa necessidade, afluíram a Atenas, vindo sobretudo das colônias gregas da época, mestres itinerantes que tinham competência para ensinar essa arte. Eles se autodenominavam sofistas, sábios, aqueles que professam a sabedoria. Os mais importantes foram Protágoras e Górgias.

Como mestres itinerantes, os sofistas faziam muitas viagens e, por esse motivo, conheciam diversos usos e costumes. Isso lhes dava uma visão de mundo muito mais abrangente do que tinham os atenienses da época e lhes permitia mostrar a seus alunos que uma questão podia admitir diferentes pontos de vista. Um dos princípios propostos por eles era o de que muitos dos comportamentos humanos não eram naturais, mas criados pela sociedade. Como exemplo, citavam o ”sentimento do pudor”. Contradizendo os atenienses, que acreditavam que fosse algo natural, os professores de retórica afirmavam, por experiência própria, que, em muitos lugares por que tinham passado, a exposição de certas partes do corpo e certos hábitos tidos lá como normais, se vistos em Atenas, causariam perplexidade e constrangimento.

Foi esse tipo de pensamento que deve ter provocado a célebre afirmação de Protágoras: O homem é a medida de todas as coisas, que o levou, inclusive, a afirmar que o verdadeiro sábio é aquele capaz de julgar as coisas segundo as circunstâncias em que elas se inserem e não aquele que pretende expressar verdades absolutas.

A retórica, ao contrário da filosofia da época, professada principalmente por Sócrates e Platão, trabalhava, pois, com a teoria dos pontos de vista ou paradigmas, aplicados sobre os objetos de seu estudo. Por esse motivo, foi inevitável o conflito entre retóricos ou sofistas, de um lado; e os filósofos, de outro, que trabalhavam apenas com dicotomias como verdadeiro/falso, bom/mau etc.


Tarefas da Retórica Clássica


A primeira tarefa da retórica clássica tinha natureza heurística. Tratava-se de descobrir temas conceituais para discussão. Um dos temas mais célebres, escolhido por Górgias, foi ”o direito que a paixão tem de se impor sobre a razão”. Para defender essa tese, Górgias escreveu um discurso intitulado Elogio a Helena, em 414 a.C. A história de Helena de Tróia é uma das mais conhecidas da mitologia grega.

Helena, esposa de Menelau, rei da cidade de Esparta, foi raptada por Paris, príncipe troiano, que a ganhara como prêmio da deusa Vênus. Esse rapto deu origem à guerra de Tróia, que os gregos promoveram para resgatar Helena. A questão colocada por Górgias era que Helena, apesar de casada com Menelau e, do ponto de vista moral ligada a ele, tinha também o direito de apaixonar-se por Paris, dando vazão aos seus sentimentos. Na verdade, Vênus prometera a Paris não apenas Helena, mas o amor de Helena. [...]

Senso Comum, Paradoxo e Maravilhamento

Tudo aquilo que pensamos e fazemos é fruto dos discursos que nos constróem, enquanto seres psicossociais. Na sociedade em que vivemos, somos moldados por uma infinidade de discursos: discurso científico, discurso jurídico, discurso político, discurso religioso, discurso do senso comum etc. Paramos o automóvel diante de um sinal vermelho, porque essa atitude foi estabelecida pelo discurso jurídico das leis de trânsito. Votamos em tal candidato de tal partido, porque esse tipo de voto foi conquistado pelo discurso político desse candidato.

Entre todos os discursos que nos governam, o mais significativo deles é o discurso do senso comum. Trata-se de um discurso que permeia todas as classes sociais, formando a chamada opinião pública. Tanto uma pessoa humilde e iletrada quanto um executivo de alto nível, com curso universitário completo, costumam dizer que os políticos são, em geral, corruptos ou que o brasileiro é relaxado e preguiçoso. Na verdade, o discurso do senso comum não é um discurso articulado; é formado por fragmentos de discursos articulados. Uma fonte desse discurso são osditos populares, como Devagar se vai ao longe, Água mole em pedra dura tanto bate até que fura etc. Esse discurso tem um poder enorme de dar sentido à vida cotidiana e manter o status quo vigente, mas tende a ser, ao mesmo tempo, retrógrado e maniqueísta. Podemos até mesmo dizer que os momentos das grandes descobertas, das grandes invenções, foram também momentos em que as pessoas foram capazes de opor-se ao discurso do senso comum. Geralmente, essas pessoas, em um primeiro instante, se tornam alvo da incompreensão da massa que defende o senso comum.

Foi o que aconteceu com a chamada Revolta da Vacina, uma rebelião popular ocorrida no Rio de Janeiro, de 12 a 15 de novembro de 1904, quando Oswaldo Cruz, diretor-geral da Saúde Pública do governo Rodrigues Alves, quis vacinar a população da cidade contra a febre amarela. A opinião geral era de que se tratava de inocular a doença nas pessoas. Dizem que até mesmo Rui Barbosa posicionou-se contra a medida, alegando o constrangimento das senhoras em expor o braço nu para tomar a vacina. Os cariocas, inflamados, levantaram barricadas, quebraram lampiões de iluminação pública e incendiaram alguns bondes da cidade.

Voltando a Atenas e aos professores de retórica, uma das técnicas mais utilizadas por eles, para arejar a cabeça dos atenienses contra o discurso do senso comum, era a de criar paradoxos - opiniões contrárias ao senso comum - levando, dessa maneira, seus ouvintes ou leitores a experimentarem aquilo que chamavam maravilhamento, capacidade de voltar a se surpreender com aquilo que o hábito vai tornando comum. Essa palavra foi substituída no expressionismo alemão, no surrealismo francês e, sobretudo no formalismo russo, pela palavra estranhamento, definida como a capacidade de tornar novo aquilo que já se tornou habitual em nossas vidas. Nesse sentido, o Elogio a Helena de Górgias foi paradoxal, pois contrariava o senso comum da época. [...]

A retórica clássica se baseava, portanto, na diversidade de pontos de vista, no verossímil, e não em verdades absolutas. Isso fez com que a dialética e a filosofia da época se aliassem contra ela. Platão, por exemplo, em sua obra chamada Górgias, procura mostrar que a retórica visava apenas aos resultados, enquanto que a filosofia visava sempre ao verdadeiro. Isso fez com que a retórica decaísse perante a opinião pública (discurso do senso comum) durante séculos. A própria palavra sofista passou a designar pessoa de má-fé que procura enganar, utilizando argumentos falsos. O interessante é que o próprio Platão, na sua República, utiliza amplamente os recursos retóricos que ele próprio condenava. Nietzsche comentou, ao seu estilo, que o primeiro motivo que levou Platão a atacar Górgias foi que Górgias, além de seu sucesso político, era rico e amado pelos atenienses. Dizem, também, que um dos motivos do declínio da retórica foi que a experiência democrática dos gregos foi muito curta. Acabou em404 a.C., quando Atenas foi subjugada por Esparta, ficando assim eliminado o espaço para a livre crítica de idéias e o debate de opiniões.

Nos dias de hoje, a partir dos estudos da Nova Retórica e do chamado Grupo u, de Liège, na Bélgica, a retórica foi amplamente reabilitada, tendo sido, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, beneficiada pelos estudos de outras ciências que se configuraram nesse século, como a Lingüística, a Semiótica, a Pragmática e a Análise do Discurso.

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Locução verbal

Locução verbal é a combinação de um verbo auxiliar com o infinitivo, particípio ou gerúndio de outro verbo, chamado principal:

- Vou estudar (auxiliar ir + principal no infinitivo)
- Sou amado (auxiliar ser + principal no particípio)
- Estou estudando (auxiliar estar + principal no gerúndio)

As locuções verbais mais usadas na língua portuguesa são formadas das seguintes maneiras:

a) pelos verbos ter e haver unidos a um infinitivo por meio da preposição de:

- Tenho de trabalhar para educar meus filhos. (indica obrigação)
- Hei de vencer essa disputa. (indica desejo, intenção)

b) pelos verbos estar, andar, ir e vir seguidos de um gerúndio, exprimindo ação contínua:

- Estou trabalhando arduamente.
- Ando procurando emprego.
- O público ia saindo lentamente.
- Vem surgindo imponente o sol.

c) pelo verbo ir seguido de um infinitivo, indicando a intenção de realizar ações num futuro próximo:

- Vou exigir meus direitos amanhã mesmo.
- Vamos viajar no próximo final de semana.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O conhecimento que traz tristeza

A Melancolia, de Albrecht Dürer

"Uma mulher está sentada. O olhar mergulhado numa distância vazia, o rosto obscuro, o queixo apoiado num punho cerrado. No seu cinto estão dependuradas chaves, símbolos de poder, e uma bolsa, símbolo de riqueza: dois títulos de vaidade, em suma.

A melancolia é para sempre essa figura inclinada, pensativa!

Cansaço? Pesar? Tristeza? Meditação? A pergunta volta: postura declinante da doença ou do gênio que reflete?

A resposta não deve ser buscada apenas na figura humana. O cenário também é tacitamente eloquente: instrumentos sem emprego, uma figura geométrica de três dimensões que representa a geometria, a quinta das "artes liberais", jazem dispersos na cena imóvel.

A vaidade do saber é assim incorporada à figura desocupada. Essa fusão entre a geometria que se entrega à melancolia e a melancolia perdida numa geometria sonhadora dá a Melancholia se poder enigmático: a própria verdade seria triste, conforme afirma o Eclesiastes?" -
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Trad. Alain François (et al.). Campinas: SP: Editora da Unicamp, 2007, página 89.


"Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor". - Bíblia Sagrada, Eclesiastes 1,18


A melancolia nos traz à mente a ideia de tristeza. Mas a melancolia também tem seu lado positivo. Há um texto grego antigo atribuído a Aristóteles que diz:

"Por que razão os homens mais eminentes em filosofia, em política, em poesia ou nas artes são manifestamente melancólicos?"

Assim, a melancolia estaria intimamente relacionada à reflexão, à sensibilidade e ao conhecimento. Tanto que, durante o Renascimento, o melancólico será associado ao gênio. Melancolia e genialidade...


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Colocação pronominal

A correta colocação dos pronomes oblíquos átonos associados a verbos tira o sono de muita gente, principalmente dos vestibulandos e concursandos. Os nomes técnicos que identificam sua posição – próclise, mesóclise e ênclise – parecem mais com o grego do que com o português (e de fato são etimologicamente gregos).

A razão de tanta dificuldade em apreender esses conteúdos gramaticais é a dicotomia coloquial x adloquial.

Existe grande divergência entre a linguagem coloquial, informal, pessoal, e a linguagem adloquial, formal, impessoal, própria da escrita. Num almoço em família soaria mal alguém dizer: “Passe-me o arroz”. Pareceria estranho. Nesse momento, o mais apropriado é dizer: “Me passe o arroz”, embora tal uso vá de encontro ao ditame da gramática normativa: não se inicia período com pronome oblíquo átono!

Antigamente a regra era clara: “Se não houver elemento de atração, é ênclise e ponto final!” Mas hoje a regra não é tão clara, é preferível afinar o bom senso. Com a prática constante da leitura e da escrita, essas regras são internalizadas e passam a funcionar automaticamente.

É importante memorizar o seguinte:

1º) Usamos a ênclise (verbo + pronome), se não houver um elemento de atração antes do verbo.

Exemplo: Papai deu-me várias razões para que eu não saísse de casa.

2º)
Usamos a próclise (pronome + verbo), quando há um elemento de atração, que pode ser uma palavra ou expressão negativa, um advérbio não isolados por vírgula, um pronome relativo, entre outros).

Exemplo: Jamais nos encontrarão neste fim de mundo. O advérbio de negação – jamais – obriga o uso da próclise; ele atrai o pronome.

3º)Usamos a mesóclise (radical + pronome + desinência) mais raramente, mas ela ainda existe.

Exemplo:
Perdê-la-ia, mesmo que mudasse radicalmente minhas atitudes.



Evite os erros mais banais:

a) Me dirigi ao guarda para pedir informações. O certo é: Dirigi-me ao guarda...; (Regra: não se inicia oração ou período com pronome oblíquo átono.);

b) Haviam liberado-me do exame. O certo é: Haviam-me liberado... (Regra: não se emprega ênclise com locução verbal de Particípio.);

c) Dariam-nos a vida, se pudessem... O certo é: dar-nos-iam a vida, se pudessem... (Mesóclise é obrigatória com as formas do futuro, se não houver elemento de atração antes do verbo).

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Aristóteles x Platão




A Escola de Atenas (Scuola di Atenas no original) é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael (Raffaello Sanzio 1483-1520) e representa a Academia de Platão. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A obra é um afresco em que aparecem ao centro Platão e Aristóteles. Platão segura o Timeu e aponta para o alto, para o etéreo, o abstrato, sendo assim identificado com o ideal, o mundo inteligível, alcançado apenas com o intelecto. Aristóteles, seu jovem discípulo (era 44 anos mais novo que o mestre), segura a Ética e tem a mão na horizontal, representando o terrestre, o mundo sensível.

Para Marcos Bagno, com o gesto é como se Aristóteles dissesse: "Baixa a bola, Mestre, vamos cuidar primeiro do que está acontecendo aqui e agora!" (Bagno, Gramática: passado, presente e futuro. Curitiba:Aymará, 2009. p. 77).

A imagem tem sido muitas vezes vista como uma perfeita encarnação do espírito da Alta Renascença. Em A Escola de Atenas, Rafael pintou os maiores estudiosos antigos como se fossem amigos que discutiam e desenvolviam as formas de pensar e de refletir a filosofia em si.

Aristóteles foi um discípulo muito querido de Platão. Dizem que quando Aristóteles não comparecia a alguma aula, Platão costumava dizer: "A sabedoria está ausente".

Mas Aristóteles era um discípulo rebelde, no bom sentido da palavra. Dizem as más línguas que Aristóteles teria afirmado: "Sou amigo de Platão, porém sou mais amigo da verdade". Se ele disse realmente essas palavras não temos certeza, mas o fato é que seu pensamento filosófico se contrapôs abertamente, em aspectos fundamentais, ao de Platão.

Esses dois grandes sábios podem ser considerados os fundadores de uma dicotomia de perspectivas filosóficas que norteou todo o futuro do pensamento e da ciência ocidental, até os dias de hoje.


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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.