sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Figuras de Linguagem

Revisão para 8ª série
Conteúdo: Figuras de linguagem

1) Identifique as figuras de linguagem nas frases abaixo:

a) Ouviram do Ipiranga as margens plácidas... Hipérbato


b) A vida é um palco iluminado. Metáfora

c) "Onde queres prazer sou o que dói (...) E onde queres tortura, mansidão (...) E onde queres bandido sou herói." (Caetano Veloso) Antítese

d) "Ele vivia de caridade pública." (Machado de Assis) Eufemismo


e) "De sua formosura,deixai-me que diga:é tão belo como um sim, numa sala negativa." (João Cabral de Melo Neto) Comparação

f ) "O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário." (Olavo Bilac) Gradação


g) "Assim esperamos - disse a plateia, já agora morrendo de rir." (Caetano Veloso) Hipérbole

h) “As palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam, se dissolvem…” (Drummond) Prosopopeia


i) “Uma moça nossa vizinha dedilhava admiravelmente mal ao piano." Ironia

j) Joãozinho adora Danoninho. Metonímia


k) "O cadáver de um defunto morto que já faleceu." (Roberto Gómez Bolaños) Pleonasmo

l) Raquel tem um olhar frio, desesperador. Sinestesia


2) Indique se nas frases abaixo a linguagem usada é DENOTATIVA ou CONOTATIVA.


a) Quem está na chuva é para se molhar. Conotação

b) Tempo instável com pancadas de chuva no decorrer do dia. Denotação

Ita est!
Prof. Zanon

domingo, 21 de agosto de 2011

Sejamos razoáveis e equilibrados

Ninguém é uma ilha. Somos gregários. Vivemos em sociedades. E para que nossa convivência seja a mais tranquila possível, precisamos desenvolver a razoabilidade e a disposição de ceder em alguns momentos.

Ser razoável significa "ser moderado, não excessivo, módico." A palavra grega
e·pi·ei·kés, traduzida “razoabilidade”, tem sido definida como significando "indulgente, não insistindo na letra da lei." A pessoa razoável encara ‘humana e razoavelmente os fatos dum caso’”. (Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamento, de Vine), 1981, Vol. 2, pp. 144, 145.

Quando encaramos humana e razoavelmente os fatos de um caso, levamos em conta que, por sermos humanos imperfeitos, cometemos erros, muitas vezes involuntários, e por isso não levamos a situação a extremos, insistindo na letra da lei, ou seja, exigindo nossos direitos até o último centavo. A pessoa razoável leva em conta fatores atenuantes e por isso é moderada em suas palavras, atitudes e ações.

Há benefícios quando estamos dispostos a ceder ou cooperar com outros de modo equilibrado. Para ilustrar: quando dirigimos um carro numa via preferencial e percebemos que outro veículo, por algum motivo que desconhecemos, irá atravessar a nossa frente, teremos duas opções (logicamente se tivermos tempo para isso):

1) Não aliviar o pé do acelerador, pensando: "eu tenho a preferência, ele é que tem que parar."

2) Pisar no freio e evitar uma possível colisão, afinal, o outro motorista pode estar distraído, não ter visto a placa de preferencial, pode não ter placa de preferencial ali etc.

Em situações como essas, temos que nos perguntar: quero ser feliz ou ter razão?

No detran, todos os dias, há uma fila enorme de pessoas que se envolveram em acidentes banais
de trânsito, e que estavam no seu direito, estavam com a razão. Mas se tivessem cedido seu direito ao outro condutor, se tivessem sido razoáveis, não precisariam estar ali.

Para muitos de nós, não é fácil ser razoável. É uma qualidade a ser desenvolvida. Especialmente os mais jovens acham difícil demonstrá-la. Mas com empenho consciente nesse sentido poderemos nos tornar mais razoáveis. Lembre-se do trigo. Quando é que os cachinhos de trigo se curvam, nos campos? Quando estão maduros! Razoabilidade é sinal de madureza emocional e força moral.



Ita est!
Professor Sandro Zanon



Ambiguidade

Quando uma frase abre a possibilidade de interpretação dupla, ocorre a ambiguidade.

Exemplo: "Destaquei depressa a folha da revista que me interessava."

Não há como saber o que interessava ao autor dessa frase; se apenas uma folha da revista ou a revista toda.

Para evitar a ambiguidade devemos reestruturar a frase. Se só uma folha da revista interessava ao autor, poderia estruturar o período deste modo:

"Destaquei depressa da revista a folha que me interessava."

Veja outros exemplos:

"Dona Maria foi falar com comadre Júlia para queixar-se de sua vizinha." (A vizinha de quem? De dona Maria ou de comadre Júlia?)

"Pedro disse a Romualdo que desconfiava de seu sócio." (O sócio de qual dos dois?)

A ambiguidade é um erro matreiro, que pode pegar até escritores habilidosos. Vez por outra aparece até em jornais de grande circulação, nos quais trabalham redatores e revisores com larga experiência profissional. Veja este que apareceu no jornal O Globo:

"Losada disse para Bush dar em Lula um grande abraço e lhe chamar de companheiro quando ele for visitá-lo no dia 10." (Anselmo Góis, jornal O Globo, 21.11.2002)

Quem vai visitar? A frase é ambígua.

Ita est!
Prof. Zanon

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MUDANÇAS


A mudança é inevitável!
Não são boas nem más, as mudanças, não obrigatoriamente,
Mas são obrigatórias, isso sim.

O Mundo muda, é assim que ele funciona.
A mudança é o que gera o tempo, pois este se limita a uma definição.
A mudança é o que gera a nossa vida e esta gira em torno da mudança.

Porque é então tão difícil aceitar a mudança?
A vida continua, mas eu não o quero e já lá vai o tempo em que o quis.
Porque quis então a mudança e já não a quero?
Porque o passado já foi feliz e disfarçava-se de perfeito;
Os tempos correm e levam a vida consigo, como uma folha leve, num rio sinuoso.
As casas mudam, os gostos mudam, os pensamentos mudam;
Os lugares mudam, as outras pessoas mudam e nós, nós, inevitavelmente, mudamos.

O que foi feliz é triste;
O que foi um amigo é apenas um conhecido;
O que foi lar é apenas lugar;
O que foi amor é apenas saudade;
O que fomos, já era;
O que certo foi, indefinido é.
O que foi, não o será!



Pedro Sattler

Disponível em: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18105

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comparações geram descontentamento!


"Um vinhateiro saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha.

Ele combinou pagar-lhes cem reais pelo dia e mandou-os para a sua vinha.

Por volta das nove horas da manhã, ele saiu e viu outros que estavam desocupados na praça,

e lhes disse: ‘Vão também trabalhar na vinha, e eu lhes pagarei cem reais pelo vosso trabalho’.

E eles foram. "Saindo outra vez, por volta do meio dia e das três horas da tarde, fez a mesma coisa.

Saindo por volta da cinco horas da tarde, encontrou ainda outros que estavam desocupados e lhes perguntou: ‘Por que vocês estiveram aqui desocupados o dia todo? ’

‘Porque ninguém nos contratou’, responderam eles. "Ele lhes disse: ‘Vão vocês também trabalhar na vinha que lhes pagarei cem reais pelo vosso trabalho’.

"Ao cair da tarde, o dono da vinha disse a seu administrador: ‘Chame os trabalhadores e pague-lhes o salário, começando com os últimos contratados e terminando nos primeiros’.

"Vieram os trabalhadores contratados por volta das cinco horas da tarde, e cada um recebeu cem reais.

Quando vieram os que tinham sido contratados primeiro, esperavam receber mais. Mas cada um deles também recebeu cem reais.

Quando o receberam, começaram a se queixar do proprietário da vinha, dizendo-lhe: ‘Estes homens contratados por último trabalharam apenas uma hora, e o senhor os igualou a nós, que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia’.

"Mas ele respondeu a um deles: ‘Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não concordou em trabalhar por cem reais?

Receba o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que lhe dei.

Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso? ’"


Jesus Cristo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Paradoxo

O paradoxo, para a lógica, constitui uma contradição insolúvel.

Um bom exemplo disso está no paradoxo do mentiroso, atribuído a Eubúlides de Mileto (séc. IV a.C.): se alguém afirma "eu minto" e o que diz é verdade, a afirmação é falsa; se o que diz é falso, a afirmação é verdadeira e, por isso, novamente falsa.

Pode-se, assim, concluir que uma afirmação é, ao mesmo tempo, verdadeira e falsa; ou continuar indefinidamente por recorrência a concluir ora que é falsa, ora que é verdadeira.




Ita est!
Prof. Zanon

-são, -ção, -ssão

No alfabeto da língua portuguesa, um único fonema pode ser representado por diferentes letras, enquanto fonemas diferentes podem ser grafados com a mesma letra. Tal fato pode ocasionar dúvidas na escrita de algumas palavras, sendo necessário seguir orientações ortográficas que auxiliam no emprego adequado de algumas letras. Exemplos:

SUSPENDER - SUSPENSÃO
RETER - RETENÇÃO
OPRIMIR - OPRESSÃO

Note que o som (fonema) de "s" em substantivos que apresentam correlação com os verbos pode ser grafado de três maneiras: -são, -ção e -ssão.

Algumas regras podem ajudar:

1) Emprega-se -são em substantivos derivados de verbos em cujos radicais aparecem as letras -rt e -nd.
Exemplos: inverter - inversão; compreender - compreensão.

2) Emprega-se -ção em substantivos derivados de verbos formados a partir do verbo ter.
Exemplos: obter - obtenção; conter - contenção.

3) Emprega-se -ssão em substantivos derivados de verbos que apresentem -ced, -gred, -prim.
Exemplos: suceder - sucessão; agredir - agressão; exprimir - expressão.

Essas regras ajudam a sanar as dúvidas em noventa e nove por cento dos casos. O um por cento restante não tem outro jeito, só memorizando.

Ita est!
Prof. Zanon

eu/mim e tu/ti

De acordo com o padrão culto da língua, o pronome eu só pode funcionar como sujeito; o pronome mim nunca funciona como sujeito. Exemplos:

Ele entregou os presentes para eu guardar.

Nesse exemplo, o pronome eu funciona como sujeito do verbo guardar.

Ele entregou os presentes para mim.

Nesse exemplo, a preposição para + o pronome oblíquo tônico mim servem como complemento verbal, exercendo a função de objeto indireto.

O mesmo processo ocorre com os pronomes tu e ti, sendo que o primeiro só pode exercer a função de sujeito, e o segundo, de complemento. Exemplos:

Algumas desavenças surgiram entre mim e ti. (mim e ti neste caso são complementos verbais)

Eu e tu (você) somos muito amigos. (Eu e tu (você) funcionam como sujeito nesta oração)

Ita est!
Prof. Zanon


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Orações Coordenadas Assindéticas e Sindéticas

As orações coordenadas podem ou não contar com a presença de conjunção. Por isso, classificam-se em:

a) ASSINDÉTICAS - coordenam-se umas às outras sem conjunção:

"Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento." (Machado de Assis)

No exemplo acima temos uma frase com quatro orações coordenadas assindéticas, ou seja, não conectadas por conjunções. As orações são coordenadas por vírgulas.


b) SINDÉTICAS - coordenam-se com o auxílio de conjunções:

"Levantaram-se e passaram à sala..." (Machado de Assis)

Nesse exemplo temos uma frase com duas orações coordenadas sindéticas, ou seja, conectadas pela conjunção "e".

Ita est!
Prof. Zanon

Matérias mais antigas:

Minha foto
Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.