quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Classificação das Orações Coordenadas

Revisão de conteúdo para a 7ª série:

As orações coordenadas assindéticas não recebem nenhuma outra classificação. As coordenadas sindéticas, que são introduzidas pelas conjunções coordenativas, subdividem-se em cinco tipos, dependendo da relação de sentido que estabelecem no período.

1) Classifique os períodos (simples ou composto), as orações (coordenadas sindéticas ou assindéticas), as orações sindéticas (aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva e explicativa).

a) O deputado denunciou o fato e o assunto virou uma polêmica sem fim.

b) As ofensas foram humilhantes; ela, no entanto, manteve-se calma.

c) Ou você resolve o problema sozinho, ou pede ajuda a seus amigos.

d) Ele está muito confuso; precisa, pois, de apoio e compreensão.

e) Letícia deve estar doente, porque faltou às aulas hoje.




* Correção em sala.


Ita est!
Prof. Zanon

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Senão, se não

Yanka, aluna da 7ª série perguntou-me: Professor, qual a diferença do senão (junto) e do se não (separado)?

Assim, de supetão, não soube precisar uma resposta. Mas agora, depois de consultar uma boa gramática, lá vai.

1) Escreve-se senão quando significa:

a) a não ser, exceto, mais do que. Exemplos:

- Não faz outra coisa senão estudar.
- Não volta para casa senão para dormir.
- Não lhe restava outra alternativa senão renunciar.
- Dos críticos não recebeu senão elogios.

b) mas, mas sim, mas também. Exemplos:

- Tornou-se conhecido não só em sua terra, senão também em todo o país.
- Resolver tal problema não compete ao estado, senão ao governo federal.
- São homens não apenas inteligentes, senão também honestos.

c) caso contrário, do contrário. Exemplos:

- Leve agasalhos, senão sentirá frio.
- Criança pequena deve ser vigiada, senão se machuca.

d) de repente, subitamente. Exemplos:

- Eis senão quando irrompe no meio da multidão uma mulher em prantos. (Uso arcaico, muito raro atualmente)

e) defeito, erro. Exemplos:

- Não havia um senão no texto.
- Ele nota os senões alheios e não enxerga os seus.


2) Escreve-se se não, em duas palavras, quando o se é:

a) Conjunção condicional (se não = caso não). Exemplos:

- O hospital poderá fechar, se não consertarem os equipamentos.
- Se não perdoardes, não sereis perdoados.

b) conjunção condicional (se não = quando não). Exemplos:

- Conciliar tantos interesses conflitantes parecia tarefa difícil, se não impossível.
- A grande maioria, se não a totalidade dos acidentes de trabalho, ocorre com operários sem equipamentos de proteção.

c) conjunção integrante (inicia oração objetiva direta). Exemplo:

- Perguntei-lhe se não voltava mais.
- Queríamos saber se não havia perigo.



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Prof. Zanon

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Este, Esse, Deste, Desse...

Há muita confusão no uso do ESTE, ESSE, DESTE, DESSE.

ESSE ou ESTE são pronomes demonstrativos que têm formas variáveis de acordo com o número ou gênero. A definição de pronomes demonstrativos demonstra muito bem a função desses: são empregados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço em relação às pessoas do discurso: quem fala (1ª pessoa) e com quem se fala (2ª pessoa), ou ainda de quem se fala (3ª pessoa). Neste último caso, o pronome é aquele (aquela, aquilo).

Algumas dicas práticas:

ESSE --) Deve ser usado, na fala, quando se refere a algo que a pessoa está vendo um pouquinho longe de si mesma.

Por exemplo:

Há um grupo de pessoas ao redor de uma mesa grande. Ao lado de uma delas está um prato com salada. Aquela que está em frente não consegue pegar o prato, então pede: "Fulana, me alcança esse prato aí?".

ESTE --) Na fala, se refere a algo que está bem pertinho, praticamente nas mãos de quem fala.

Exemplo:

Naquele almoço ali de cima, a Fulana, que está ao lado do prato de salada que foi pedido, responde: "Este prato?". Ela usou a palavra ESTE porque está bem pertinho do prato.

Um outro modo de deixar claro é imaginar assim: ESTE é o que está comigo. ESSE é o que está contigo! Se está com outra pessoa, então é AQUELE.


Na escrita é diferente. Na escrita se usa desta forma:

ESSE é algo que já se conhece, do que já foi falado.

Por exemplo:

"A Feira do Saber acontecerá na sexta-feira. ESSE evento é muito importante para os alunos."

"A leitura é muito importante. ESSE assunto é discutido há décadas."


ESTE em um texto, se refere a algo de que ainda não se falou, que está sendo antecipado.

Por exemplo:

"O problema que me preocupa é este: quem cuidará das crianças abandonadas?"

"Este assunto precisa ser discutido: a questão da leitura na sala de aula".


DESSE e DESTE seguem as mesmíssimas lógicas de ESSE e ESTE:

Exemplos na fala:

A moça veste um vestido verde e a amiga dela está segurando um vestido amarelo. A moça pergunta para a amiga:

"Você gosta DESTE vestido (o verde, que ela está usando) ou gosta mais DESSE aí? (o amarelo, que a amiga está segurando)".

Na escrita:

"Drogas... não faço parte desse time!"

"A natureza tem muitos mistérios. Desse assunto tratou um famoso biólogo que..."

"Deste assunto precisamos tratar: as diferenças entre..."


Então não esqueça:

1ª pessoa: este, esta, isto;
2ª pessoa: esse, essa, isso;
3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo.


Ita est!
Prof. Zanon

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Poema O Corvo - Tradução didática feita por Cláudio Weber Abramo

THE RAVEN

(Tradução de Cláudio Weber Abramo)

Certa vez, numa desolação de meia-noite, enquanto ponderava, fraco e exausto, ante muitos volumes bizarros e curiosos de saberes esquecidos, já cabeceava, quase adormecido, quando, de repente, um som, como se alguém batesse, batesse delicado à porta de meu gabinete. “É algum visitante”, murmurei, “que bate à porta de meu gabinete. Só isso e nada mais.”

Ah, bem me lembro, foi no glacial dezembro. E cada brasa que morria isolada forjava seu fantasma sobre o chão. Desejara ansioso o amanhecer; em vão, tentara obter de meus livros resgate para a tristeza – a tristeza pela Lenore perdida, pela jovem rara e radiante que os anjos chamam Lenore – nome que aqui não se ouvirá mais.

E o rumor sedoso, triste e incerto de cada cortina roxa me arrepiava, me enchia de terrores fantásticos, que ninguém nunca antes sentira; de sorte que, para acalmar a batida de meu coração, fiquei a repetir: “É algum visitante, algum visitante tardio, que, aflito, pede entrada à minha porta. É isso e nada mais.”

Nesse ponto, minha alma se fortaleceu; não mais hesitando, disse: “Senhor, ou Senhora, imploro sincero o vosso perdão. Mas o fato é que cochilava, e tão delicadamente viestes bater, e tão indistintamente viestes bater à porta de meus aposentos, que mal tive certeza de ter-vos ouvido” – e, então, escancarei a porta; lá fora escuridão e nada mais.

Perscrutando a fundo o negrume, por longo tempo fiquei ali a cismar, a temer, a duvidar, a sonhar sonhos que nenhum mortal antes se atrevera a sonhar. Mas o silêncio não foi quebrado, e da quietude não veio qualquer sinal, e a única palavra ali falada foi o sussurro da palavra “Lenore!”. Sussurrei, e um eco murmurou de volta a palavra “Lenore!”. Isso, apenas, e nada mais.

De volta para dentro, toda a minha alma a arder, logo ouvi outra batida, pouco mais alta do que antes. “Decerto”, disse eu, “é algo na persiana de minha janela: deixa-me ver, então, de que se trata, e explorar esse mistério; deixa meu coração se aquietar por um momento e esse mistério explorar; é o vento e nada mais.”

A essa altura abri a janela, ao que, cheio de meneios, por ali esvoaçou um majestoso Corvo dos santos dias de outrora; não me deu qualquer satisfação; não parou nem se imobilizou por um minuto sequer; mas, com ares de lord ou de lady, empoleirou-se acima de minha porta, sobre um busto de Palas logo acima da porta de meu gabinete. Empoleirou-se, e sentou-se, e nada mais.

Então, pelo grave e solene decoro da expressão que envergava, aquela ave de ébano fez com que meu triste devaneio se tornasse sorriso. “Embora vossa crista seja raspada e rasa, decerto não vindes fugido”, disse, “Corvo horrível, sinistro e decrépito que vagueia das plagas Noturnas. Dizei-me qual é vosso senhorial nome nas plagas plutônicas da Noite!”. Disse o Corvo, “Nunca mais”.

Muito me admirei de ouvir fala tão nítida daquela ave desajeitada, embora sua resposta tivesse pouco sentido, pouca relevância. Pois não podemos deixar de admitir que nenhum ser humano vivo tivera o privilégio de ver uma ave sobre a porta de seu gabinete, ave ou besta, sobre o busto escultural acima da porta de seu gabinete; e com um tal nome, “Nunca mais”.

Mas o Corvo, sentado só no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se nela vertesse a alma. Nada mais pronunciou – nenhuma pena moveu - , até que eu pouco mais que murmurasse, “Outros amigos antes bateram asas; na manhã ele me deixará, como minhas esperanças antes se foram.” Então a ave disse, “Nunca mais”.

Sobressaltado ante a quietude quebrada por resposta tão bem expressa, pensei comigo, “Sem dúvida o que diz é toda sua bagagem, todo seu repertório, emprestado de algum dono infeliz a quem o Desastre impiedoso perseguiu tão duro, tão persistente, que suas canções passaram a limitar-se a um único refrão, até que os cantos fúnebres de sua Esperança passaram a resumir-se àquele melancólico refrão, de ‘nunca – nunca mais’”.

Mas o Corvo ainda fazia com que todo meu devaneio se tornasse sorriso. Empurrei uma poltrona para diante da ave, e do busto, e da porta; afundando então no veludo, passei a encadear devaneio com devaneio, refletindo sobre o que aquela agourenta ave de outrora, o que aquela horrível, canhestra, sinistra, esquelética e agourenta ave de outrora pretendia ao grasnar “Nunca mais”.

Sentado, isso fiquei a cismar, mas sem dirigir qualquer sílaba à ave cujos olhos flamejantes agora me queimavam até o âmago; isso, e mais, imaginava, com a cabeça recostada no forro de veludo que a luz da lamparina engolfava, forro de veludo violeta que ela não pressionará, ah, não, nunca mais!

Então, pareceu-me, o ar ficou mais denso, perfumado por um turíbulo invisível, balançado por Serafins cujos passos retiniam no tapete. “Desgraçado”, bradei, “vosso Deus vos emprestou, e por esses anjos vos enviou, alívio e nepentes para as vossas memórias de Lenore! Sorvei, sorvei sôfrego o bom nepentes e esquecei a perdida Lenore!” Disse o Corvo, “Nunca mais”.

“Profeta!”, disse, “coisa do mal! – profeta sim, seja ave ou demônio! -, quer enviado pelo Tentador, quer lançado pela tormenta a estas paragens, desolado mas resoluto, atirado a esta terra deserta e encantada, a esta casa assombrada pelo horror, dizei-me, imploro, dizei-me a verdade. Existe bálsamo em Galaad? Dizei-me – dizei-me imploro!” Disse o Corvo, “Nunca mais”.

“Profeta!”, disse, “coisa do mal!” profeta sim, seja ave ou demônio! -, por esse Céu que se estende sobre nós, por esse Deus que ambos adoramos, dizei a esta alma pesada de tristeza se, no Éden distante, poderá estreitar uma jovem santificada, uma jovem rara e radiante, a quem os anjos chamam Lenore.” Disse o Corvo, Nunca mais”.

“Que tais palavras marquem nossa despedida, ave ou vilão”, uivei, levantando-me. “Voltai para a tempestade e para as plagas plutônicas da Noite!” Não deixeis pluma negra como memória da mentira que vossa alma proferiu! Largai intacta minha solidão! Deixai o busto por sobre a minha porta! Tirai vosso bico de meu coração e arrancai vossa forma de minha porta! Disse o Corvo, “Nunca mais”.

E o Corvo, sem mover-se, ainda pousa, ainda pousa sobre o pálido busto de Palas, bem acima da porta de meu gabinete; e seus olhos são como os de um demônio que sonha, e a luz da lamparina que sobre ele se derrama lança sua sombra ao chão; e dessa sombra que flutua sobre o chão minha alma não se erguerá – nunca mais!


ABRAMO, Cláudio W. A espada no livro. [1997], p. 59-63

domingo, 4 de setembro de 2011

Classificação das Orações Coordenadas - Exercício para 7ª série

1) Reúna cada par de orações em um único período, usando uma conjunção coordenativa que explicite a relação de sentido entre elas. A seguir, indique se essa relação é de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação.

a) Nós, humanos, sabemos muita coisa sobre o universo. Às vezes, não sabemos o nome de nosso vizinho.

b) Conversei com eles ontem à tarde. Mostrei-lhes as vantagens de nossa proposta.

c) Com a falta de chuva, a vegetação rasteira secou. O perigo de incêncio era constante.

d) O trânsito deve estar congestionado na rodovia. Eles não chegaram até agora.

e) Lute com toda disposição do mundo. Desista de seus maiores sonhos.

f) Lute com toda disposição do mundo. A realização de seus sonhos depende só de você.


2) Considere este período composto:

O lugar é muito bonito, por isso poucas pessoas o visitam.

a) Explique por que a conjunção por isso não está estabelecendo uma relação lógica adequada entre as duas orações.
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b) Escreva o período inicial, mantendo nele a conjunção por isso e fazendo as alterações necessárias, de modo a dar-lhe sentido lógico.
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c) Escreva o período inicial, trocando a conjunção por outra que dê sentido lógico à frase.
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Fonte: FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar gramática. Ed. renovada. São Paulo: FTD, 2007. p. 466


Atenção 7ªA Santa Quitéria: Copiar os exercícios acima no caderno e trazê-los resolvidos para a aula do dia 12.09.11 (segunda-feira).

Atenção 7ªA Boqueirão: Copiar os exercícios acima no caderno e trazê-los resolvidos para a aula do dia 20.09.11 (terça-feira).


Ita est!
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Concordância Verbal - Exercícios para 8ª série

1) Considerando que o termo em destaque é o sujeito, escreva as frases, completando as lacunas com a forma verbal que torna correta a condordância.

a) A decisão dos diretores da empresa surpreendeu/surpreenderam os funcionários.

b) Nos últimos dias surgiu/surgiram na imprensa boatos de aumento na taxa de juros.

c) O velho relógio da igreja batia/batiam dez horas.

d) No velho relógio da igreja batia/batiam dez horas.

e) A confusão começou quando deu/deram duas horas e os portões do estádio foram abertos.



2) Faça como no exercício anterior.

a) Um sentimento angustiante , repleto de contradições e dúvidas, tirava/tiravam -lhe a vontade de continuar o trabalho.

b) Depois da inundação, não restaram/restou na avenida nem vestígios de seu belo canteiro central.

c) A planície infindável, recoberta por geleiras e recortada por abismos traiçoeiros, não amedrontava/amedrontavam os exploradores.

d) Não fazia/faziam parte do plano da expedição as terríveis dificuldades enfrentadas logo no início da longa viagem.

e) A obra está quase pronta; ficarão/ficará faltando apenas a conclusão dos serviços de ajardinamento das laterais das pistas.

f) A análise dos resultados finais das últimas eleições municipais revela/revelam um maior apoio dos eleitores aos partidos de oposição.



Fonte: FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar gramática. Ed. renovada. São Paulo: FTD, 2007. p. 519-520.



Atenção 8ªA Santa Quitéria:

Copiar no caderno os exercícios e trazê-los resolvidos no dia 12.09.11 (segunda-feira).

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Concordância Verbal - Parte I


Concordância verbal é a combinação de número (singular ou plural) e de pessoa (primeira, segunda, terceira) que existe entre um verbo e o seu sujeito.

O verbo sempre concorda com o sujeito, mesmo que este venha deslocado. Assim:

Faltaram naquele dia cinco pessoas.
Chegaram as férias.
Agora existem mais facilidades para a importação no Brasil.
Sempre surgem novas marcas de produtos.

Regras de concordância verbal

Vejamos algumas regras para efetuar a concordância verbal.

Regra geral: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

Exemplos:

Eu falo. Tu falas. Maria fala. Elas falam.

Sujeito composto antes do verbo: o verbo vai para o plural.

O boi e a vaca mugem.

Sujeito composto depois do verbo: o verbo vai para o plural...

Cantam a moça e o pássaro.
Cantam as moças e o pássaro.

... ou concorda com o mais próximo.

Canta a moça e o pássaro.
Cantam as moças e o pássaro.

Sujeito composto de palavras sinônimas: verbo no singular ou no plural.

O amor e a paixão eleva/elevam o homem.

Sujeito composto de palavras de indicam gradação:
verbo no singular ou no plural.

Um sorriso, um gesto, um olhar mostrava/mostravam o amor.

Sujeito composto resumido por tudo, nada, alguém, ninguém, isto....: o verbo fica no singular.

Chefes, políticos, técnicos, ninguém se entende.

Sujeito composto com núcleos ligados por ou (com ideia de exclusão): verbo no singular.

Ou José ou Pedro será vencedor.

Sujeito composto com núcleos ligados por ou (sem ideia de exclusão): verbo no plural.

Maçã ou figo me agradam.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Homem e a Galinha


Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras.Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
- Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló... Muito menos tomar sorvete!
- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro? - a mulher perguntou.
- Bota sim - o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Uma dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.


Ruth Rocha


Questões para nortear a interpretação do texto:

1) O texto recebe o título de O homem e a galinha. Por que a história recebe esse título?

a) Porque eles são os personagens principais da história narrada.
b) Porque eles representam, respectivamente, o bem e o mal na história.
c) Porque são os narradores da história.
d) Porque ambos são personagens famosos de outras histórias.
e) Porque representam a oposição homem-animal.

2) Qual das afirmativas a seguir não é correta em relação ao homem da fábula?

a) É um personagem preocupado com o corte de gastos.
b) Mostra ingratidão em relação à galinha.
c) Demonstra não ouvir as opiniões dos outros.
d) Identifica-se como autoritário em relação à mulher
e) Revela sua maldade nos maus-tratos em relação à galinha.

3) Qual das características a seguir pode ser atribuída à galinha?

a) avareza
b) conformismo
c) ingratidão
d) revolta
e) hipocrisia

4) Era uma vez um homem que tinha uma galinha. De que outro modo poderia ser dita a frase destacada?

a) Era uma vez uma galinha, que vivia com um homem.
b) Era uma vez um homem criador de galinhas.
c) Era uma vez um proprietário de uma galinha.
d) Era uma vez uma galinha que tinha uma propriedade.
e) Certa vez um homem criava uma galinha.

5) Era uma vez é uma expressão que indica tempo:

a) bem localizado
b) determinado
c) preciso
d) indefinido
e) bem antigo

6) A segunda frase do texto diz ao leitor que a galinha era uma galinha como as outras. Qual o significado dessa frase?

a) A frase tenta enganar o leitor, dizendo algo que não é verdadeiro.
b) A frase mostra que era normal que as galinhas botassem ovos de ouro.
c) A frase indica que ela ainda não havia colocado ovos de ouro.
d) A frase mostra que essa história é de conteúdo fantástico.
e) A frase demonstra que o narrador nada conhecia de galinha.

7) O que faz a galinha ser diferente das demais?

a) Botar ovos todos os dias independente do que comia.
b) Oferecer diariamente ovos a seu patrão avarento.
c) Pôr ovos de ouro antes da época própria.
d) Botar ovos de ouro a partir de um dia determinado.
e) Ser bondosa, apesar de sofrer injustiças.

8) O homem ficou contente. O conteúdo dessa frase indica um (a):

a) causa
b) modo
c) explicação
d) consequência
e) comparação

9) A presença de travessões no texto indica:

a) a admiração da mulher
b) a surpresa do homem
c) a fala dos personagens
d) a autoridade do homem
e) a fala do narrador da história

10) Que elementos demonstram que a galinha passou a receber um bom tratamento, após botar o primeiro ovo de ouro?

a) pão-de-ló / mingau / sorvete
b) milho / farelo / sorvete
c) mingau / sorvete / milho
d) sorvete / farelo / pão-de-ló
e) farelo / mingau / sorvete

11) Dizem, eu não sei... Quem é o responsável por essas palavras?

a) o homem
b) a galinha
c) o narrador
d) a mulher
e) o ovo


Ita est!
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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.