sábado, 31 de março de 2012

Quebrei minha perna

A linguagem culta não aceita construções em que o pronome possessivo antecede termos que indiquem partes do corpo, ou faculdades do espírito, quando estes estiverem funcionando como complemento na mesma pessoa que o sujeito da oração.

Portanto, escreva:

No jogo de futebol quebrei a perna (em vez de "...quebrei a minha perna").

Engessei o braço (em vez de "engessei o meu braço").

Pintei as unhas (em vez de "pintei as minhas unhas").

Perdi a paciência (em vez de "perdi a minha paciência").

Ita est!
Prof. Zanon

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vamos rir um pouco?

1) Qual é o fim da picada?
Quando o mosquito vai embora.

2) O que são dois pontos pretos no microscópio?
Uma blacktéria e um pretozoário.

3) Qual é a comida que liga e desliga?
O Strog-ON-OFF.

4) Como se faz para ganhar um Chokito?
É só colocar o dedito na tomadita..

5) Qual o vinho que não tem álcool?
Ovinho de Codorna.

6) O que é que a banana suicida falou?
Macacos me mordam!

7) Qual é o doce preferido do átomo?
Pé-de-moléculas.

8) O que é uma molécula?
É uma meninola muito sapécula.

9) Como o elétron atende ao telefone?
Próton?!

10) O que um cromossomo disse para o outro?
Oh! Cromossomos felizes!

11) Qual é a parte do corpo que cheira bacalhau?
O nariz.

12) O que é um ponto marrom no pulmão?
Uma brownquite.

13) O que é um pontinho vermelho no meio da porta?
Um olho mágico com conjuntivite.

14) O que o canibal vegetariano come?
A planta do pé, a maçã do rosto e a batata da perna.

15) Por que as estrelas não fazem miau?
Por que Astro-no-mia.

16) Por que a vaca foi para o espaço?
Para se encontrar com o vácuo.





terça-feira, 13 de março de 2012

Por que me ufano de ser professor!




Não sei dizer se a profissão de professor é a mais antiga do mundo. Dizem ser outra. Mas a verdade é que, desde que o mundo é mundo e o homem se viu como humano, ensinar e aprender é a base da vida.

Eu sou um professor. Eu não invento teorias, não crio hipóteses. Eu estudo e ensino. Eu aprendo e transmito. Eu sinto um enorme prazer em fazer com que meus alunos se desenvolvam, cresçam, sejam felizes e tenham muito sucesso. Eu sou um incansável ingênuo. Um irremediável sonhador. O meu prazer maior, como professor, não está em coisas materiais. A minha busca incessante pelo conhecimento e meu desejo de questionar, cismar, aprender e ensinar faz-me sentir prazer onde outros só veem tédio - uma boa livraria, um sebo, uma biblioteca ou um site acadêmico. O conhecimento é meu saboroso alimento.

Optei pelo magistério cônscio de que nunca ficarei rico em sentido material. Também estou ciente de que, por mais que me empenhe na busca pelo saber, sempre serei aquela 'criança que, maravilhada com um grão de areia na mão, apercebe-se das miríades e miríades de outros grãos de areia espalhados pela praia'. Serei sempre um eterno insatisfeito que quer sempre pesquisar mais, aprender mais, para ensinar melhor e contribuir para o sucesso e a felicidade dos meus alunos.

Esse é o meu orgulho. "Não há orgulho maior do que ouvir de um ex-aluno que fui importante em sua vida", disse-me um velho professor. Grandes homens sabem dever sua fama e/ou fortuna a humildes professores que lhes ensinaram a escrever e lhes despertaram a vontade de aprender.

Sócrates não deixou nada escrito. Só ensinou. Graças a um de seus alunos diletos, Platão, ficou conhecido e é até hoje estudado. Esse é o sonho maior de um verdadeiro mestre: ser lembrado através de seus alunos.



Texto adaptado do "A arte de ser professor", disponível na internet e de autoria desconhecida.


Ita est!
Prof. Zanon

sexta-feira, 9 de março de 2012

Características das escolas literárias brasileiras

Quinhentismo
Literatura documental, histórica, de caráter informativo.

Barroco
Frequência das antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida. Rebuscamento, virtuosismo, ornamentação exagerada, jogo sutil de palavras e ideias, ousadia de metáforas e associações.


Neoclassicismo
Pastoralismo, bucolismo. Ideal de vida simples, junto à natureza (locus amoenus). Fugere urbem ("evitar a cidade", "fugir da civilização"). busca do equilíbrio e da naturalidade, no contato com a natureza. Carpe diem ("aproveite o dia"). Consciência da fugacidade do tempo. Simplicidade, clareza e equilíbrio. Emprego moderado de figuras de linguagem. Natureza racional (é vista como um cenário, como uma fotografia, como um pano de fundo. Pseudônimos. Fingimento e Artificialismo.


Romantismo
Predomínio da emoção, do sentimento (subjetivismo); evasão ou escapismo (fuga à realidade). Nacionalismo, religiosidade, ilogismo, idealização da mulher, amor platônico. Liberdade de criação e despreocupação com a forma; predomínio da metáfora.


1ª geração romântica: 1840/50 - indianista ou nacionalista. A temática era o índio, a pátria.

2ª geração romântica: 1850/60 - byroniana, mal-do-século, individualista ou ultra-romântica. A temática era a morte.

3ª geração romântica: 1860/70 - condoreira, social ou hugoana. A temática é a abolição e a república.


Realismo
Literatura de combate social, crítica à burguesia, ao adultério e ao clero. Análise psicológica dos personagens. Objetividade, temas contemporâneos.



Naturalismo
Desdobramento do Realismo. Escritores naturalistas retratam pessoas marginalizadas pela sociedade. O Naturalismo é fruto da experiência.Análise biológica e patológica das personagens. Determinismo acentuado.As personagens são compradas aos animais (zoomorfismo).


Parnasianismo
Estilo especificamente poético, desenvolveu-se junto com o Realismo - Naturalismo. A maior preocupação dos poetas parnasianos é com o fazer poético. Arte pela arte. Poesia descritiva sem conteúdo; vocabulário nobre; objetividade. Os poetas parnasianos são considerados "os mestres do passado". Por suas manias de precisão foram criticados severamente pelos poetas do primeiro momento modernista.



Simbolismo
O simbolismo teve origem na poesia de Baudelaire. Características: desmistificação da poesia, sinestesia, musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo, dor e revolta.



Pré-Modernismo
Convivem juntas duas tendências: 1. Conservadora: sobrevivência da mentalidade positivista, agnóstica e liberal. 2. Renovadora: incorporação de aspectos da realidade brasileira.



Modernismo
Primeira fase: poesia nacionalista. Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento do contra. Anarquismo, luta contra o tradicionalismo, paródia, humor. Liberdade de estética. Verso livre sem uso da métrica. Linguagem coloquial.


Segunda fase: destaca-se a prosa regionalista nordestina (prosa neo-realista e neo-naturalista).

Terceira fase: continua predominando a prosa. Neologismos. Introspectivas.



Ita est!
Prof. Zanon

Matérias mais antigas:

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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.