terça-feira, 26 de maio de 2015

Vai "para a" praia no fim de semana.

Existe diferença em "ir a" e "ir para". 

Quem vai a; vai e volta logo.

Exemplo: Vai à praia no fim de semana.

Quem vai para; vai e fica por algum tempo.

Exemplo: Vai para o Japão fazer doutorado.

Ita est!
Prof. Zanon

domingo, 17 de maio de 2015

Open your mind!



Residente "à" Rua das Carmelitas, 3800

Os verbos residir e morar exigem a preposição EM, na sua forma contraída NA ou NO.
Quem reside, reside EM algum lugar, alguma rua, alguma avenida. Quem mora, mora EM...

- Maria mora NA Rua Paulo Setúbal, 32.
- João reside NA Av. Mal. Floriano Peixoto, 2290.

A mesma regra vale para os substantivos morador e residente:

- Maria, residente na Rua Paulo Setúbal, 32.
- João, morador na Av. Mal. Floriano Peixoto, 2290.

Escrever  "Maria, residente à Rua Paulo Setúbal, 32", configura-se erro de regência verbal.

Ita est!
Prof. Zanon

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Pediu para" o soldado sair.



A expressão pedir para deve ser usada apenas para pedir permissão:

- Pediu para sair mais cedo.
- Pediu para ir ao circo.
- O soldado pediu para sair da corporação.

Nos demais casos, devemos usar a expressão pedir que:

- O professor pediu que os alunos copiassem a lição.
- Pediu que os amigos fossem com ele ao jogo.
- O diretor pediu que o engenheiro apresentasse o projeto.
- O capitão Nascimento pediu que o soldado saísse da corporação.

Ita est!
Prof. Zanon



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Por que Jaú tem acento e Itu não?

A regra é muito fácil de se gravar: palavras oxítonas (a última sílaba é a mais forte) terminadas em -U ou -US têm acento apenas se houver vogal antes do -U. Por isso Jaú tem acento mas Itu não.

- Foi de Itu para Jaú.

Outros exemplos:

- Botucatu, Crateús, jacus, Mundaú, Pacaembu, Tambaú, Turiaçu.

E a mesma regra vale também para -I ou -IS:

- Chegou de Jacareí.

Outros exemplos: caí, Jundiaí, país, pareci, saí, Tucuruvi.  

Ita est!
Prof. Zanon


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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.