quinta-feira, 18 de junho de 2015

Exercícios com Orações Subordinadas Subjetivas

1) Considere este período composto. Observe a oração subordinada substantiva em destaque e responda às questões:

"Os responsáveis pelo projeto tinham certeza de que tudo correria bem."


a) Ela pode ser predicativa? Não, porque na oração principal não há verbo de ligação.

b) Ela pode ser subjetiva? Não, a principal já tem sujeito (Os responsáveis pelo projeto).

c) Ela pode ser objetiva direta? Não, pois na principal já há objeto direto (certeza).

d) Ela pode ser objetiva indireta? Não, porque na principal não há VTI.

e) Se todas as respostas anteriores forem negativas, classifique a oração em destaque. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal (completa o nome certeza).



2) Agora faça o mesmo com o período abaixo:

"A nossa grande esperança era que a data da viagem fosse alterada." 

a) A oração pode ser subjetiva? Não; a principal já tem sujeito (A nossa grande esperança...).

b) Ela pode ser objetiva direta? Não; na principal não há VTD.

c) Ela pode ser completiva nominal? Não, na principal não há nome incompleto.

d) Se as respostas anteriores forem negativas, classifique a oração em estudo. Oração Subordinada Substantiva Predicativa (Na oração principal temos: SUJEITO + VERBO DE LIGAÇÃO).

Fonte: Aprender e praticar gramática. Mauro Ferreira. Editora FTD, 2007. p. 419-420.
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Para refletir


"Sabe por que a decepção dói tanto? 
Porque ela nunca vem de um inimigo."



Porém:




"Decepções são apenas formas de Deus dizer:
tenho algo melhor para você!"
Caio Fernando Abreu

domingo, 7 de junho de 2015

Os Ombros Suportam o Mundo




Os Ombros Suportam o Mundo

Carlos Drummond de Andrade


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Extraído do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.


Ita est!

Prof. Zanon

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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.