domingo, 20 de dezembro de 2015

A homenagem veio "de encontro à" sua expectativa.

Ao encontro de é uma expressão que define uma situação favorável:

- A homenagem veio ao encontro de sua expectativa. (Ou seja, a homenagem o satisfez, era o que ele esperava)

- Dirigiu-se ao encontro do filho pródigo. (Foi alegremente encontrar o filho esbanjador que retornava ao lar)

De encontro a expressa choque, condição contrária, desfavorável: 

- A demissão veio de encontro aos seus planos. (Ou seja, contra os seus planos, não era isso que ele esperava)

- O carro foi de encontro ao muro. (O carro chocou-se contra o muro.

Ita est!
Prof. Zanon

Amigo provável

Penso que encontrei um novo amigo. Homem inteligente, de muitos saberes. Respeitador das ideias alheias. Tem uma prosa boa, agradável, daquelas que a gente não vê o tempo indo embora. Brasileiro que vive lá pelas bandas do Canadá, mas todo dezembro retorna ao ninho.

Conversamos demoradamente sobre variados assuntos: de religião a bossa nova, de Guimarães Rosa a Galileu Galilei, de Pilatos a Edgar Allan Poe.

Respondendo melhor a duas questões que você me propôs: 

Por que sou apaixonado pela obra de João Guimarães Rosa? Por causa disso:







E respondendo à mais importante de suas indagações: como um homem com uma mente analítica (gostei do adjetivo, obrigado) como eu pode acreditar em Deus? 

Rosa novamente coloca as palavras na minha boca:

"Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar, é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim dá certo. [...] 

[...] Se creio? Acho proseável." 



Gostei da nossa prosa. 

Um forte abraço do professor Sandro Zanon




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Que lindo, Cora!


"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."



Cora Coralina

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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.