quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Espinho de peixe ou espinha de peixe?

Peixe tem espinha, e não "espinho".

As espinhas são ossos finos e pontiagudos que compõem o esqueleto de certos peixes. 


Os espinhos são estruturas pontiagudas encontradas em algumas plantas (limoeiros e laranjeiras, por exemplo), geralmente no caule e servem para proteger a planta de predadores. 


Espinhos também designam as estruturas pontiagudas no corpo de alguns animais (porco-espinho e ouriço, por exemplo), cuja função também é de proteção contra predadores. 




Portanto, prefira registrar assim:

- Não gosto de peixe com espinhas.
- Engasgou-se com a espinha do peixe.
- Sardinha tem muitas espinhas. 
- O ouriço tem muitos espinhos. 
- Furei meu dedo no espinho de um limoeiro.

Curiosidade: Rosa (ou roseira) não tem espinhos nem espinhas. Tem acúleos. 



Mas não vamos criar caso com os poetas, escritores e filósofos que já afirmaram: 

- "Temer os espinhos é não querer a rosa".
- "Há pessoas que olham para uma roseira e reclamam dos espinhos; e há pessoas que olham para um espinheiro e agradecem pelas rosas".

Ita est!
Prof. Zanon

Essa, esta

Encontrei esta frase num jornal de bairro: 

O ministro se muda "essa" semana.

Para designar o tempo no qual se está (ou objeto próximo de quem fala) devemos usar o pronome "este". Portanto, o correto seria: O ministro se muda esta semana.

Igualmente: esta noite (a noite em que se está), este dia (o dia de hoje), este mês (o mês em que estamos), este jornal (o jornal que estou lendo), esta escola (a escola na qual estudo ou trabalho).

Ita est!
Prof. Zanon

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Sou um professor apaixonado pela educação, pela literatura, pela língua portuguesa e pela arte de escrever. Como tantos educadores, um idealista. Fascina-me a incomensurável capacidade de transformação do ser humano. Por que me ufano da minha profissão? Porque sei que quando leciono, não estou apenas passando conteúdos, mas também destruindo mitos, dogmas e raciocínios falaciosos que cerceiam a liberdade humana.